24 julho 2017

Fernando Guerreiro ― escritiva nº 22

Há mais de uma hora que caminhava pelo pinhal e o corpo pedia atenção às necessidades básicas. Em todo aquele tempo não se tinha cruzado com ninguém, só a natureza selvagem o abraçava. Olhou em redor para se certificar que estava sozinho. Não se escutavam nem os pássaros, por isso, decidiu verter águas ali junto a uns arbustos. Mal se tinha aliviado, passou uma rapariga que sorriu cumplicemente. Também ela sabia o que era ser apanhada desprevenida.
Fernando Guerreiro, 41 anos, Odemira
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Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante


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