28/10/18

Amália da Mata e Silva ― desafio152


Sempre ouvira que: um homem não chora e era o que sempre tinha feito...
Mas, na quietude do seu quarto, deixava que as lágrimas viessem de mansinho e fossem aumentando e, as suas mágoas, parece que se iam esvaindo e tudo ficava mais claro. Sempre se lembrava de como, ao entrar no mar, se tinha uma uma pequena ferida, essa lhe ardia muito, mas, depois, sarava mais rápido. Agora teria outro lema: as lágrimas lavam-nos a alma.
Amália da Mata e Silva, 63 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 152 – frase de Lídia Jorge

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