A minha recordação de leitura vem da aldeia dos meus avós maternos. Morava lá uma senhora que era escritora e, em abril, estendia palavras na corda da roupa.
Com 6 anos, passei por casa dela e comecei a ler as palavras que lá estavam expostas.
Perguntei-lhe a razão de estarem ali, estendidas à vista de todos.
– É para não me esquecer dos dias em que as tinha de esconder.
Desde esse dia, associo a leitura à liberdade.
Tiago Pina, Lisboa, 42 anos
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