08 março 2016

Só eu...

Eu sabia, sabia que era mentira, mas o boato já corria de boca em boca,
o infeliz não tinha como provar o contrário, sem maneira de se poder defender.
É claro, que a corda rebenta sempre pelo lado mais fraco, alguém tinha que
arcar com as consequências e com as culpas, e mais uma vez foi tramado,
mais uma vez se sentiu, um desgraçado e pensou:
Alguém tinha que ser enganado.
Esse alguém tinha que ser eu.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela

Desafio RS nº 33 – uma história de enganos

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