18 junho 2016

Amor Platónico

Tive uma ideia, um dia,
De sentir-me apaixonada,
Sem saber o que fazia,
Sentia-me aprisionada!

Era um amor tão sentido,
Com tantas palpitações
Que era quase possessivo
Nas diversas sensações!

Mas, olhava e pensava,
Sem grande convicção…
Porquê viver fascinada
Se era só minha a paixão?

Tantas vezes mergulhei
Nesse platónico amor
Que cansada desliguei,
Para não lhe dar valor!

Virei as costas, portanto,
E aí «abriu-se a janela»…
Mas quebrara-se o encanto,
Era tarde… fugi dela!
Maria do Céu Ferreira, 60 anos, Amarante

Desafio RS nº 25 – dedos que batem no vidro (cena)

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