15 setembro 2016

77x77 - Isabel Zambujal

“Mãe, não consigo brincar ao mal-me-quer-bem-me-quer com as flores da jarra da avó.”
“É porque são de plástico, filha. Não as estragues!”
“De plástico, mãe! Mas isso é uma parvoíce. Assim, não têm cheiro.”

“Mas são tão bonitas que até parecem verdadeiras. E enganam toda a gente.”
“Achas que também há pessoas de plástico?”
“Claro que não, Natália” respondeu a mãe sem hesitar, enquanto pensava “Há muitas! E, ao contrário das flores, até as reconheço pelo cheiro.”

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