27 outubro 2016

Rosa de Espinho e o ciúme

Rosa vive em Espinho, sozinha, numa casa a que chama refúgio.
Um terreno bem tratado, e generoso, que lhe dá boas colheitas. Mesmo assim, Rosa vive um problema para o qual diz não haver solução.
Guarda ainda o martelo que encontrou, um dia, dentro de casa, mesmo antes de olhar a casota desfeita e o cão desmembrado.
Boby era um cão de guarda; por isso, nunca passou uma noite, sequer, dentro de casa.
Foi ciúmes, diz ela.
Fernando Morgado, 61 anos, Porto

Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

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