11 outubro 2016

Último Voo

Escalo os últimos degraus da torre e encosto-me às ameias. Tenho a goela seca, mas não me calo. Grito o que me vai na alma, ainda que ninguém faça caso. A nenhum dos presentes importa o caos que se instalou na minha vida. Oiço-os subir a escada, sei que uma cela me aguarda. O tempo escoa, não posso esperar mais. Debruço-me e imagino que voo, enquanto gritos preenchem o ar e o chão se aproxima depressa demais.
Quita Miguel, 56 anos, Cascais
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Desafio RS nº 42 – letras de escola sem escola

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