20 fevereiro 2017

Desafio Escritiva nº 17

Desculpas de mau pagador, desculpas esfarrapadas, histórias da carochinha, conversa fiada são todas expressões de que me lembro quando penso em desculpas ― e eu penso frequentemente em desculpas. 
Não porque as use muitas vezes (ou talvez isto seja uma desculpa?), mas porque as oiço todos os dias, mais do que uma vez por dia: sou professora e está tudo dito!

Ora, pensando bem no assunto e como estava um bocadinho cansada de ouvir sempre as mesmas desculpas para as perguntas de sempre, decidi mudar de estratégia e passei a pedir uma “boa desculpa” a cada aluno que não fazia os trabalhos de casa, que chegava tarde à aula, que não trazia o material, que não trazia as mensagens assinadas pelos pais.

E o resultado foi “fantástico”! Sim, sim, porque eles inventaram histórias do arco da velha!
Deixo-vos uma pequena amostra do que podia perfeitamente ser uma das desculpas deles:

― Estás “relativamente” atrasado ou sou eu que tenho o relógio adiantado?
― Sabe professora, o problema é exactamente esse: o tempo é relativo! Sei isso porque o meu tio acabou de construir uma máquina do tempo e fui com ele ao futuro e vi coisas extraordinárias. Só que era uma viagem experimental e demorámos mais do que o previsto. Mas tenho uma coisa para lhe contar: vou ser Primeiro Ministro e vou convidá-la para ser Ministra da Educação?

Paula Cristina Pessanha Isidoro, 35 anos, Salamanca
Desafio Escritiva nº 17 – desculpas criativas

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