20 agosto 2017

Escritiva nº 23

Não sei de vocês, mas eu podia bem trabalhar para o Turismo de Portugal, tal é a promoção turística que faço do país. Eu devia receber uma percentagem por cada amigo ou colega que já foi a Portugal depois de ouvir as minhas recomendações, juro-vos que estaria rica! Desconfio bem que às vezes até têm experiências menos positivas, mas não se atrevem a dizê-lo e eu continuo nisto a recomendar Portugal.

Ora bem, o desafio não é recomendar destinos em Portugal, que também pode ser e a gente agradece, mas sim escrever em apenas 77 palavras uma recomendação que dê mesmo vontade de visitar um determinado destino, ir comer a um determinado restaurante, assistir a uma determinada festa ou romaria, ou todo o contrário!

Eu recomendei assim:
Se não quiser ficar a cheirar a sardinha assada e com hálito de caldo verde, não pense pôr aqui os pés. Se gosta pouco de confusões, gente muito alegre munida de martelos e alhos porros, nem sequer perca tempo a fazer as malas. Se tem ouvidos sensíveis, um coração debilitado e colesterol elevado, não arrisque: o fogo de artifício é potente. E se é pouco dado a socializar, o São João não é mesmo festa para si!
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 36 anos, Salamanca
Escritiva nº 23 – recomendar um destino, guias de viagem

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