21/04/12

desafio nº 1 abril 2012 miúdos I

O meu coração ardia como o fogo. Sentia revolta, tristeza e, sobretudo, saudade. Tinha perdido alguém muito importante.
Estava a chover, intensamente. Encontrava-me num beco, sentada num velho degrau. Ouvi passos! Fosse quem fosse estava perto. Era uma mulher que, talvez por pena, se tivesse aproximado. Pousou a mão sobre a minha perna, que tremia como uma vara, e disse:
- Não chores! Levanta-te e limpa essas lágrimas, pequena!
Fiquei boquiaberta e, como agradecimento, mostrei um magnífico sorriso.
 Margarida João, 13anos, Escola Secundária Jorge Peixinho, Montijo.


Quando era pequenina, o meu avô deu-me um presente muito especial e inesquecível: uma pena, bastante diferente! Era vermelha como o fogo e lindíssima. Pediu-me que a estimasse, pois ela escondia um segredo e, um dia, partiria. Assim o fiz. Guardava-a cuidadosamente no meu casaco e brincava com ela, tentando descobrir o seu segredo.
Uma manhã, acordei e… lá estava ela a voar, pronta para partir!
Com um sorriso na cara, exclamei deslumbrada:
- Ah! És mesmo mágica!!!!
 Ana Agostinho, 12 anos, Escola Secundária Jorge Peixinho, Montijo

Capitão Jota, forte e robusto homem, mais uma vez, partia da sua cidade com um sorriso no rosto. Dirigia-se para uma aventura que lhe podia custar a vida, mas ele, com a sua famosa pena da sorte, que pousava no chapéu, erguia o peito de coragem.
Já no mar, os seus olhos iluminaram-se como o fogo. Avistara algo que jamais algum homem teria visto... Houve uma agitação total no mar, surgiram caudas radiosas, resplandecentes e douradas... Sereias!
Leonor Ramiro, 13 anos. Escola Secundária Jorge Peixinho Montijo


Estava um dia chuvoso, na opinião da Fénix do Fogo um dos piores do ano! Não se via um único sorriso no seu lindo bico. No entanto, isto não era o pior. Pouco tempo depois, a água começou a infiltrar-se na sua gruta!
Ela como habitualmente, tirou uma pena da sua cauda, atirando-a para os galhos que guardara de forma que a água se evaporasse. Nesse instante, a gruta parecia uma sauna e relaxadíssima, deixou-se adormecer profundamente.
Catarina Bilro, 12 anos, Escola secundaria Jorge Peixinho

Limitei-me a olhar à minha volta, como se visse aquele céu azul e aquela paisagem exótica pela primeira vez. Caminhei hesitante, com medo do desconhecido, com o meu estômago a embrulhar-se, desesperado. Os meus pensamentos pareciam embriagados e toldados pelo fogo.
A ideia de fugir de casa tentara-me no momento, mas agora sentia falta do sorriso dos meus pais. Enquanto tentava ignorar os olhares de pena que me dirigiam, tive uma ideia. Agora sabia o que fazer!
Inês Miranda, 12 anos, Escola Secundária Jorge Peixinho


Turma do 7º ano da professora Teresa Correia

O Januário era um menino pobre que vivia num beco. Fogo, que pena!
Um dia encontrou uma moeda no chão e juntou-a à sua coleção. Contou o dinheiro e viu que tinha o suficiente para jogar no Euromilhões. Esperou pela sexta feira e viu que tinha ganho o primeiro prémio, soltou um sorriso!
Recebeu os cinquenta milhões de euros e, em vez de comprar uma casa para viver, doou a uma instituição e melhorou o seu beco.
Pedro Jerónimo, Flávio Amaral, Simão Brito
 
Era uma vez um casal que vivia muito feliz. Mas certo dia, inexplicavelmente, um incêndio deflagrou.
O casal ficou muito triste já que o fogo lhes destruiu a casa. Os vizinhos, com pena deles, ao vê-los tão tristes, juntaram-se e construíram-lhes uma casa nova.
Eles foram visitar a nova casa e era maior do que a que tinham antes. Tinha piscina, um campo de ténis e uma estufa de flores.
Eles ficaram contentes e com um sorriso.
João Pedro Silva, Samuel 

Era uma vez o João e a Joana. Eles gostavam um do outro.
O João convidou a Joana para irem dar um passeio pela floresta, de mãos dadas. O seu SORRISO era apaixonado e ia de orelha a orelha, era enorme. Continuavam a passear e avistaram um FOGO ao longe. Parecia uma PENA enorme de pavão. Ficaram maravilhados por verem a chama às cores, tal como a pena brilhante.
O sorriso desapareceu com a dor da destruição.
Beatriz Figueira, Vanessa Abrantes

A família Ramos vivia no campo, onde o pai trabalhava numa grande quinta.
Certa noite, os cavalos estavam a relinchar muito e o Sr. Manuel decidiu ir acalmá-los. Mas a lanterna que tinha na mão escorregou-lhe. Logo o estábulo pegou fogo.
Todos ficaram cheios de pena.
Mas a sua filha, Lisa, participou num concurso onde ganhou 10000€. Com o dinheiro do prémio decidiu comprar um estábulo novo e ficaram todos com um grande sorriso estampado na cara.
António Castelo Branco, Margarida Nunes, Ana Filipa