10/07/12

cá estão as primeiras...


Medo, eu? Será?
Dizem todos que tenho medo!
Medo? Respondo:
Não tenho medo não!
Se tremer nas bases ao ver uma cobra é medomedo eu sinto de montão!
Se medo faz borrar as calças? Medo então não tenho não!
Se esconder debaixo da cama pelos raios, isso é medo? Assumo o medo e não escondo, não!
Mas se de relance ao olhar no espelho, me dá medo? Digo logo:
Tenho medo do maridão sair correndo, então!
Chica, Brasil


I
Se tenho que escolher uma palavra, que seja uma palavra que conte! Uma palavra assim... importante! Se a vou repetir tantas vezes, tem de ser também uma palavra bonita. Sim, ninguém quer ler várias vezes a mesma palavra feia! Meia dúzia de vezes, não é? Ou mais... num texto tão curto... são muitas vezes! Tem de ser bem escolhida. Tão bem escolhida que todos pensem "Que escolha tão inteligente. Quem a terá feito? Palavra que me agrada!"

II
- Olha! Ali! É aquele senhor...
- Qual senhor? Onde?
- Aquele... O senhor de chapéu azul, que passa todos os dias à porta da loja!
- Ah! O senhor do chapéu! Que senhor tão distinto...
- Pois é. Sempre muito bem vestido, de fatinho e gravata. E nunca o vi sem o chapéu azul!
- É... parece aquele senhor que canta... que nunca tira os óculos escuros... Só que este senhor nunca tira o chapéu!
- Será que não...? É mesmo um senhor!
Tuxa