11/12/12

Sonho de criança


 

De nariz colado à montra o menino imaginava o sabor que teriam aqueles bolos cobertos de nata.
Seguidamente, olhou os outros meninos, imaginando os brinquedos que teriam nesta quadra, porém este era mais um natal, sozinho no mundo  no qual foi deitado ao abandono.
Sonhava… mas, fora os seus sonhos, o natural era receber um pouco de conforto de mãos solidárias.
Depois, nessa noite fria restava-lhe noctambular pela cidade na esperança de conseguir ver o pai natal.

Graça Pinto – Almada