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22/06/20

Elsa Alves ― desafio

Tenho vindo a aperceber-ME de que as minhas fraquezas são muitas . Demasiadas, até. Tenho que aceitá-las e juntá-las às minhas forças.
NEM podia ser de outro modo. Comigo  e com os outros : a nossa medida exacta está no motivo e no momento em que as usamos.
ONTEM isso tornou-se claro. "Decide-te" , disse-lhe eu. "Ganha juízo ou desanda!" Ele fixava-me, incrédulo. Eu ainda mais...
Hoje MANTENHO aquelas palavras. Ele foi-se embora. Custou-me muito. Mas a situação era insustentável...
Elsa Alves, 71 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

15/06/20

Fernanda Malhão ― desafio 27

Muitos audazes lançam-se na incógnita imensidão do mar, seguem rumo sem saber o que podem encontrar, e por isso erram tantas vezes as suas rotas, as suas previsões. O mar é incerto, uns dizem que é traiçoeiro, mas na verdade, não percebem que somos ninguém perante tamanha força da natureza.  Que digam os pescadores em meio a tempestades, onde as ondas e o vento serram as esperanças de poder voltar ao porto e arremessar as suas âncoras.
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar   
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

14/06/20

Aluno da EB do Maninho ― desafio 27


No outro dia o Joaquim estava a passear com os seus pais quando viu um carro azul muito bonito.
Quando viu ficou contente e disse aos seus pais para tirar uma foto. Os pais deixaram e o Joaquim disse que queria ir ao carrossel.
Depois desse dia fantástico, o menino aplicou a foto ao fundo do computador e chamou-a de carro-pc.
À noite, a família foi a um restaurante muito chique. O Joaquim disse que era caro.
Aluno da EB do Maninho, 10 anos, prof Inês Elias
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

17/03/20

Rosélia Bezerra ― desafio 27


Amorizando o Caos
Amo a vida bonita de se viver, aprecio tudo de belo que ela tem a me oferecer.
Amor que envolve tudo na face da Terra é proveniente de um Deus supremo que muito nos cuida, nos protegendo de todo mal.
Quando algo não vai bem, preciso estar em sintonia comigo, com meu eu real que me fortalece e me faz amorizar tudo ao meu redor.
Em sincronia com o Universo, nessa amorização plena, ganho paz interior.
Rosélia Bezerra, 65 anos, ES, Brasil
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

06/08/19

Mariete Silva ― desafio 27

Três irmãos ursinhos  queriam brincar!
― Procuramos uma grande árvore, uma tábua, fazemos um balancé e andamos, não há sol que entre connosco ― disse o primeiro.
― Se tivéssemos um cavalo, podíamos ir a galope à praia, onde corre ar fresco e saudável – disse o segundo.
O terceiro ursinho declarou:
― Não temos cavalo, nem árvore, nem tábua. Regressamos, evitamos assim queimaduras solares, e deliciamo-nos com favos de mel! Ah, e lembrem-se como a mãe adora estes dias solarengos.
Mariete Silva, 64 anos, Beja
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

01/08/19

António Azevedo ― desafio 27

Ao jogar com o filho recorda que, aquele, é o tempo que interessa ter. Não o pode desperdiçar.
Ser alvo daquele olhar terno e doce enche-lhe o coração. Quantos perdeu, na urgência de ganhar a vida?
Como gostava que este momento fosse eterno. A sua atenção voltou-se novamente para o filho: era a sua vez de jogar.
De súbito, um ruído externo ao jogo quebrou o encantamento: o telemóvel, que se esquecera de desligar, chamava por si.
António Azevedo, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

18/06/19

Assunção Novais ― desafio 27

A sua banca é um paraíso para os apreciadores de pedras preciosas, onde podemos ver um mundo de exemplares das mais variadas cores, tamanhos e formas.
Todos trabalhados por Vera, uma dedicada artesã.
A arte de lapidar pedras preciosas, herdou-a do pai e mostra-se deveras abençoada por isso.
Se enveredares por uma escolha, o lápis-lazúli é a mais bela de todas as pedras, de um azul fantástico, diz-se que já existia há 7000 a.C., na Índia ― explicou.
Assunção Novais, 54 anos, Vila Nova de Gaia
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

20/10/18

Sandra Nunes ― desafio 27


Abraçado à sua companheira, Miguel não adivinhava o triste fim daquela noite.
A sala de cinema estava repleta e o filme entusiasmava o público presente. Miguel só tinha olhos para Joana.
Ela nem olhava a tela. Pesava-lhe o braço de Miguel e refletia na inevitabilidade das relações falirem sem que se conseguissem recuperar os bons momentos.
Ouvia atrás de si os pais refilarem com o filho que deixara cair pipocas e pensava como a vida era estranha.
Sandra Nunes, 46 anos, Loures
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

13/10/18

Elisabete Anastásio ― desafio 27


Soltou um “Ai” vindo das entranhas ao atravessar com o olhar o vidro embaciado. A chuva miudinha fazia brilhar o chão da rua ainda iluminado pelos candeeiros que tardavam em ser apagados.
Mais um dia e ela ali, prisioneira de si mesma. “Até a chuva me saberia bem.”, pensou, enquanto passava a mão pelo rosto como se pudesse sentir as gotas de chuva. Sorriu. Ou quase.
“Que vida!”
De repente, a dúvida voltara a assaltar-lhe o espírito.
Elisabete Anastásio, 56 anos, Setúbal
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

01/05/18

Francisco Miranda ― desafio 27


Num certo dia, num pinhal da companhia militar, caminhava o capitão-mor, encarregado daquele espaço, pelo qual sentia certo amor pessoal, quando encontrou um arbusto majestoso, verde e brilhante, com espinhos respeitáveis e pontiagudos. Mas no arbusto estava um acepipe que o oficial adorava: a amora. Utilizou o seu chapéu como cesto, recolhendo uma boa quantidade de amoras maduras e pensou que a sua namorada, que também amava aquele fruto silvestre, iria preparar um bolo para o jantar.
Francisco Miranda, 18 anos, 12º CT4, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

Diogo Roussado ― desafio 27


Estava um dia lindo à beira-mar, mas não se via uma ave no ar, pois nessa tarde ia haver o lançamento de uma nave a partir da estação espacial.
A certa altura, durante a tarde, viu-se um barco que vinha a navegar em direção à costa, a toda a velocidade. Quando chegou ao porto, saiu o navegador, apressado, para amarrar as cordas ao cais e sair do barco rapidamente para ir testemunhar o grande acontecimento daquele dia.
Diogo Roussado, 18 anos, 12º CT4, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

27/04/18

Ana Paula Paiva ― desafio 27

Ah, sim, porque a mãe sempre lhe dissera que o importava era SER. Já o pai defendia a pés juntos que o importante na vida era o SABER. Foi crescendo entre as duas opiniões, tentando agradar a um e a outro, mas sempre de modo a não arranjar conflitos. Com o tempo descobriu-se SABEDOR nessa arte de jogar com os dois lados, não se incompatibilizar com nenhum. Até porque nisto de vingar na vida também exige SABEDORIA.
Ana Paula Paiva, 52 anos, Porto
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

24/04/18

Miguel Broes ― desafio 27


 é um rapaz muito irrequieto, gosta de brincar, saltar e fazer as suas traquinices. Apesar da sua rebeldia, é um menino doce e adorável. O Avô dele jogou futebol profissional durante muitos anos, e este «rapazinho rebelde» partilha o mesmo sonho. Atualmente joga no IBIS FC, clube da sua terra, mas sonha jogar no maior palco de todos, a Liga dos Campeões e, claro, sonha tornar-se o melhor jogador do mundo, orgulhando a sua família.
Miguel Broes, 17 anos, 12º SE1, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

Bruno Correia e Julian Hoffmann ― desafio 27


O Rúben ama a Teresa desde o primeiro momento em que a viu. Diz até que nunca irá amar ninguém como ama a Teresa. Porém, ela desiludiu-o, e ele descreveu esse sentimento como uma dentada numa maçã amarga.
Ainda julgou haver uma possibilidade de reconciliação; contudo o sentimento já não era recíproco. Teresa teria acendido novamente a «chama» dentro de si – amava agora outra pessoa. Posto isto, Rúben viveu amargamente para o resto dos seus míseros dias.
Bruno Correia e Julian Hoffmann, 17 anos, 12º SE, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

Pedro Miguel Alegre e Rita Reis ― desafio 27

Já não sei que dar ao meu país. As únicas lembranças que tenho são as de mim mesmo a andar no meio da superfície marítima, a ver todos os que conheço sem cor e sem vida. Pensava que conseguia mandar, mas ao ver todas as mortes que causei, nem para isso tenho capacidade. Por isso, escrevo, nesta pequena carta de despedida, um pedido de desculpas a todas as famílias pela minha absoluta incapacidade de comandar.
O comandante,
Pedro Miguel Alegre, 18 anos, e Rita Reis, 17 anos, 12º SE1, Escola Secundária José Saramago-Mafra, prof Teresa Simões
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

18/04/18

4ºA Escola da Ermida ― desafio 15


Aterrara num lugar,
Gigante e misterioso, como o mar!
Grande segredo guardava.
Não era um lobo feroz,
Tão grande aterrador…
Mas, lá no alto, no céu,
Sempre ouvi dizer,
Que nos céus, longe, voava,
Muito alegre e sorridente,
Pássaros em liberdade!
Melhor lugar não há!
Mas, de repente,
Foi magia de um instante
E, que ninguém tente,
Por momentos, ter asas,
Num estreito mundo que não é seu!
Calma!
E cá vou eu, num sonho só meu!
4ºA Escola da Ermida – S.Mamede de Infesta, professora Liliana Mendes
Fontes: “Histórias com asas” de Jaques Prevert; “Histórias que apanharam bicho” de Alexandre Honrado; “Mistérios” de Matilde Rosa Araújo; “ As fadas verdes” de Matilde Rosa Araújo; “Ciências para pequeninos” de Regina Gouveia; “ Ciência e poesia, no reino da fantasia” de Regina Gouveia; “Pó de Estrelas” de Jorge Sousa Braga; “ Uma Flor Chamada Maria” de Alves Redol
Desafio nº 15 com frase retirada de um livro (neste caso, vários!)

Fátima Fradique ― desafio 27

João era o ente querido da Maria. Dedicado e apaixonado. Enquanto casal eram almas gémeas, incapazes de se magoarem. Crentes no amor que os unia, acreditavam ser imunes à maldade alheia. Achavam eles!
Um dia, com a mente cheia de um chorrilho de mentiras, corre desvairado ao encontro da Maria.
Cego, sem pensar, desbobina de forma veemente uma quantidade de ofensas sem lhe permitir defender-se.
Ela, olha-o veementemente, com uma expressão inocentemente destroçada, mostrando-lhe o erro cometido.
Fátima Fradique, Fundão
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

Ana Cristina de Campos Matias ― desafio 27

Naquele dia, o rapaz não estava com paciência
Recebera o diagnóstico de manhã e sabia que não podia voltar a usar a sua força naquela tarefa.
Ainda na semana passada, tinha conseguido fazê-lo!
Mas, naquele preciso momento, a  parecia-lhe demasiadamente pesada.
Rui deveria segurá-la e fazer mover aquele artefacto.
Movera aquela pedra dia antes!
Demoveram-no de tornar a fazer aquele esforço.
Talvez já adivinhassem o porquê do sucedido...
Conheciam-no bem, e sabiam que jamais desistia facilmente...
Ana Cristina de Campos Matias, 49 anos, Vila Nova de Gaia
Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

24/09/17

Eurídice Rocha - desafio nº 27

Sobreviver
Josefina todo tempo corria para colo da sua avó, cobrindo-se com suas saias quando mãe a desolhava porque era vazia, apenas
Confortavelmente nas saias da avó, menina viajava por cima do mar por baixo das estrelas. 
Conheceu Marta quando devaneava pelos mares cheios de cabelos de algas e marés de sal. Marta surgiu entre tábuas soltas. Com rocha martela-as. Nada. Constrói uma jangada. Consegue. Agarra mão de Josefina. Divagaram unidas por olfactos e aromas nunca olhados.
Eurídice Rocha, 51 anos, Coimbra

Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)