26/12/12

Um novo ano que começava



Parara diante da porta com a velha mala que lhe queimava os dedos. Não havia como voltar atrás. Fazia demasiado tempo que não riam juntos, não entrecruzavam um olhar, nem olhavam na mesma direcção.

O afastamento não fora propositado, limitara-se a acontecer. Deixaram de ter interesses em comum, e os dias passaram a ser vividos isoladamente, sem partilha, mas também sem mágoas.

Agora diante da porta, despedia-se com nostalgia do passado. Era um novo ano que começava.

Quita Miguel, Cascais