28/02/13

Dei-te a Mão!


Enquanto eu for eu, e tu fores tu, espero curar-me de ti; do que sinto e não sei nomear; da necessidade de te ver.
Que estamos a fazer?! Sabê-lo-emos?
Seduziste-me. Inicialmente não percebi. Quando suspeitei, perguntei-te. Subtilmente, disseste o que não queria ouvir. Delicadamente, respondi: não.
Afastámo-nos. Ficaria a amizade.
Há dias surgiste. O amigo, a quem inocentemente dei a mão. Inesperadamente, desse toque emergiram sentimentos.
Onde ficou o tempo da ausência? Naqueles que esperam por nós.

Isabel Pinto, Setúbal 

Robert Browning, in "Amo-te" [Uma Antologia Poética], ed. 101 noites. pág 50
Paula Raposo, in "A Poesia nos Blogs", ed. Apenas Livros, LDA, pág.36