22/04/13

A descoberta dos livros




Naquela aldeia perdida, era o dia do mês era mais desejado. As preciosidades chegavam numa velha carrinha, a biblioteca itinerante.
A jovem adolescente esperava, desde cedo, para ser a primeira a encontrar os tesouros. Escolhia criteriosamente e carregava-os com a ajuda da mãe, com quem dividia a paixão.
Depois  devorava cada um deles sofregamente e através das suas páginas se abria um mundo de conhecimento, de sonho, de fantasia, que extravasava para além dos horizontes  vazios alentejanos. 
Maria Bruno, Lisboa

4 comentários:

  1. Oh Maria, eu consigo imaginar essa adolescente! Vê como não foi difícil? :)
    Alexandra Rafael

    ResponderEliminar
  2. Ai que saudades das carrinhas da Gulbenkian. Que felicidade quando aqui chegavam!!!

    ResponderEliminar