22/04/13

Velas e livros


Nas férias da aldeia era sempre assim: os livros ficavam para trás na casa da cidade. Ali andava-se à solta no meio de hortas e mergulhava-se na água fria do rio. E havia a loja do Manel sapateiro com o seu pequeno mas extraordinário armário recheado de livros, alguns mais velhos que Matusalém, que proporcionavam longas noites à luz da vela com os seus companheiros na viagem dos sonhos. As velas desapareceram mas os livros continuam vivos.

Filipe Ribeiro, 52 anos, Toronto/Canadá

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