Vamos dar uso ao dicionário?
Excelente… O desafio é o seguinte:
Abram o dicionário à toa e copiem para a folha a 7ª palavra.
Repitam o procedimento, sim, claro!, como é que adivinharam?
(os dicionários têm, por página, duas ou quatro colunas, escolham a que quiserem)
(os dicionários têm, por página, duas ou quatro colunas, escolham a que quiserem)
Repetimos até ter 7 palavras.
Depois disso, dou-vos total liberdade para as usarem no texto
– a ordem é escolhida por cada um!
Podem rejeitar 2 palavras, mas não mais do que isso, pode ser?
Divirtam-se, sem me rogar pragas…
Eu também experimentei, foi assim:
Palavras: controverso + habitador + marchantaria + positivismo +
reformatório + casuarina + anterrosto (usei todas)
Era um habitador de
barraquinhas, bancas, vendas de peixe, de tudo. Qualquer marchantaria lhe servia para
se sentir em casa, no seu meio, em segurança. Era como se cada uma delas fosse
um anterrosto do livro da sua vida,
escrita num positivismo controverso que faria esquecer, se
alguém o escrevesse, o reformatório onde
crescera e aprendera, vá-se lá saber porquê!, a tocar casuarina. Era assim Juvenal, homem sem poiso, encantador de mercados.
Morreu velho. Velho, mas feliz!
Margarida
Fonseca Santos, 52 anos, LisboaEXEMPLOS
Adorei a tua e acabo de te mandar! beijos,lindo dia! chica
ResponderEliminarE eu a tua! Já publiquei. Um beijinho grande
EliminarAcabo de enviar...tarde, mas com a convicção de sempre! Beijinho
ResponderEliminarJá cheguei a Lisboa, daqui a nada publico. Obrigada por ter estado hoje na formação, foi bom tê-la no grupo! Um grande beijinho
EliminarObrigada Margarida :) Adorei estar presente e poder participar e aprender mais um bocadinho (dos grandes!!) consigo. É fantástica a forma como cria empatia e motivação logo ao primeiro olhar! Parabéns e um beijinho
ResponderEliminarObrigada! E eu adorei estar assim consigo. Foi um dia bem passado, divertido e cheio de partilhas de palavras. Vim mesmo feliz para casa, acredite. Um grande beijinho
Eliminar
ResponderEliminarO velho tecelão vivia num estado de constante amálgama entre o real e o imaginário. Para ele, a rotina da cidade era um alvoroço desnecessário, um ruído que tentava abafar o seu dom. Deitado no campo, sob um olhar lânguido voltado para o céu, ele perseguia cada quimera moldada pelo vento nas nuvens passageiras.
Sabia que a beleza do mundo era um fenómeno efêmero, algo que se desmancha no momento exato em que o compreendemos. No fim da tarde, quando apenas restava um resquício de luz dourada no horizonte, ele ouvia o sussurro das árvores. Era o sinal para voltar a casa, guardando no peito o segredo de que a felicidade, tal como as nuvens, não precisa de ser agarrada para ser sentida.