26/11/13

(Des)ventura

Nem a arrogância justificava a indecisão. Fora no começo daquela noite de calmaria… Aquele lugar não lhe trouxera o caos de que necessitava para esquecer. A certeza permanecia. Eis que um momento houve em que o descontrolo se impôs. Foi. Bateu à porta do que sabia ter sido o agressor, cobardemente impune. Como se de fama estivesse sedento, atacou-o. Não era merecedor da ventura que lhe mudava o rumo, pois não era. Mas, a vingança estava feita. 

Carina Leal, 30 anos, Coimbra

Desafio nº 55 – reescrevendo um texto com contrários

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