26/10/15

Ao fim...

A cidade tem praças de palavras abertas, de meninos jogando futebol, de mulheres falando e falando sem terminar, de homens fumando, de carros voltando uma e outra vez pelas mesmas ruas, de janelas guardando os amores dos namorados. A cidade é um conto de mil e uma histórias. De noites sem relógio, de mães chamando os seus filhos. E ao fim? Ao fim, fica vazia, num silêncio a grandes vozes. Ao fim é fácil trocar as palavras.

León, 54 anos, Pobreza, Guiné Bissau.
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor

1º verso, Ary dos Santos; 2º verso, Fernando Pessoa

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