A
secular casa abandonada e desgastada pelo tempo guarda a memória fria e
silenciosa da passagem solitária e sofrida daquela mulher por aquela moradia.
Quem passa e se detém a olhar a fachada, nem imagina. Cada pedra, cada janela,
cada ombreira testemunharam o seu arrastado viver em sofrimento naquela
‘habitação’. Feitas as malas – apenas duas – e fechada a porta, ficaram os dias
de tormento. À casa não faziam mossa e na bagagem dela já não tinham espaço.
Rosa Maria Pocinho dos Santos Alves,
52 anos, Coimbra
Desafio nº 98 –
fotog de P Teixeira Neves
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