Olhava fixamente a paisagem. Sentia-se estar noutro mundo. No
céu, as gaivotas emparelhadas faziam desenhos. Lembrou-se da sua última
consulta.
– Diga lá 33!
No bailado as aves, em conjunto, pareciam descrever um número…
Como era engraçado descobrir coisas iguais em outros lugares…
Estava decidido. Por que haveria de dizer 33? Numa próxima
consulta, diria: “gaivotas aos pares”! No mínimo haviam de se rir. Para
desgraça bastava a sua situação. O 33 passaria a lembrar o mar.
Amélia Meireles, 62 anos, Ponta Delgada
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