15 março 2016

A vida inteira

Tinha de desaparecer, dali. Iria viajar.
Pensava ela, sentada em cima da mala de viagem.
Era da irmã mais velha, ela bem se lembrava dela.
Era a irmã mais amiga, genial e inteligente…
Talvez ela, também, esteja a pensar em si.
Lembrava-se, das brincadeiras, engraçadas dela.
E ria-se às gargalhadas das dela, também.
Sentia-se triste, a família estava dividida e separada,
mas deliciadamente lembrada, e, se as lembranças
fazem a gente feliz, serei feliz a vida inteira.

Natalina Marques, 56 anos, Palmela
Desafio nº 93 – escrever sem O nem U


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