04 março 2016

Gente

Já não consigo ver a cidade sem sentir o cheiro de coisas novas, andares coloridos. Risos frescos de quem corre o mundo. Passo apressado de residentes. A mistura de gentes que se cruzam num passeio fremente, na alegria do reencontro, num abraço, num beijo rasgado de saudades só nossas. Exportadas para o mundo inteiro quando nos deixam de lágrimas esperançosas
Um dia voltarei. Digo adeus, até sempre terra de gente eternamente apaixonada. Gente que é mesmo assim.   


Paulo Roma, 52 anos, Lisboa

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