20 abril 2016

Douro

Pelos socalcos acima, onde as videiras aprumadas,
escondem os cachos doirados pelo sol acariciados.
Esperam as mãos suaves das vindimadeiras, para
carinhosamente cortá-las. As abelhas de volta
sugando-lhe o delicioso néctar.
Vão para o lagar, aí pisadas e transformadas,
no mais delicioso mosto, ao som das concertinas,
e desgarradas.
Depois mulheres e raparigas, cantando belas cantigas,
levam-no em cântaros à cabeça.
Despejado em enormes pipas, para passar o gelado
inverno transformando-o no melhor vinho.
Vinho do Douro.
Natalina Marques, 57 anos, Palmela
Desafio nº 18 – palavras proibidas: não que mas pois como verbos: estar + ser

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