21 abril 2016

Nada prometo

Saboreio o mar na imensidão do meu olhar. Corro-o à boleia de Fernão Capelo, à deriva do vento e da maré, em gozo de imperfeição.
Fantástica aurora esta, enfeitada pelos barcos, prenhes de vida e de sonhos. Fernão, guia dos meus sonhos, roça o pescado em desdém do óbvio, e parte em piruetas de aventura e prazer, sorrindo na contramão da fila onde falta a sua presença.
Saboreio a vida: nada me prometo para além do amor!

Fernando Morgado, 60 anos, Porto
Desafio nº 18 – palavras proibidas: não que mas pois como verbos: estar + ser


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