24 julho 2018

Helena Rosinha ― escritiva 34


Face à ocorrência de novo crime na Aldeia, reabro o processo de investigação, um emaranhado de suposições, interrogações, factos. Urge tomar medidas. Percorro as instalações da Aldeia, observo, questiono. Entro na câmara do espelho – foi aqui que os corpos dos símios foram encontrados. Fixo-me na superfície espelhada; espantado, vejo surgir, então, o jovem belo de outrora. Atrás de mim, cavernosa, soa a voz do tratador:
– Má ideia, a sua, Inspector! Nenhuma criatura sobrevive ao espelho de Narciso.
Helena Rosinha, 65 anos, vila Franca de Xira
Escritiva nº 34 - policial

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