28/10/18

Natalina Marques – desafio 152


Debatia-se com a saudade, todos os dias, e as noites eram ofuscadas com o terror da solidão que lhe apertava a alma.
As feridas ainda abertas e inflamadas pelas lágrimas que ao caírem, queimavam-lhe as entranhas, sentia-se impotente perante tamanha dor que lhe sufocava o peito.
Desejava que o fim estivesse próximo, quem sabe, no outro lado, no paraíso encontrasse a paz e o descanso merecido e que a vida cruel lhe roubara um dia. Quem sabe.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela
Desafio nº 152 – frase de Lídia Jorge

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