Um doce consolo
Vestiu a capa de chuva amarela, saiu como um furacão, estava mesmo muito atrasada. Sabia que quando chegasse ao trabalho iria levar outro raspanete da madame Violeta, que era rigorosa com os horários. Aquele dia foi mesmo para esquecer, teve várias desilusões. Só queria chegar a casa, tomar um banho quente, sentar-se no sofá, cobrir-se com sua mantinha azul, e encontrar uma pouco de felicidade, saboreando o seu ansiolítico castanho: uma grande e deliciosa barra de chocolate.
Fernanda Malhão, 44 anos, Gondomar
Desafio nº 197 ― pares de palavras e cores
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