21/01/21

Isabel Venda – desafio 232

A Maria Alice que acorda cheia de lerdice

sem seu nome saber

que chatice, Maria Alice(!)

pula da cama e vê que a noite ainda está a valer

De tranças pretas presas nos cabelos, cansada de sonhar borboletas, pega no livro à cabeceira e começa a escrever

o que equivaler, perdão(!), o que equivale dizer

A Maria Alice que acorda lerda, cheia de lerdice deu aso a este poema acelerado meio afoleirado, apalermado(!):

singelo, recusou-se a (re)ler.

Isabel Pereira Rodrigues da Venda, 28 anos, Santarém

Desafio nº 232 – 8 vezes LER