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19/02/17

Filatelia e 77 palavras - todos os 7 textos


Ao chegar ao fosso do castelo, o cavaleiro estacou. Embora tivesse a certeza de que era ali que deveria entrar e pedir ajuda para a demanda, um arrepio agitara-lhe a coluna vertebral e os receios. E se não o quisessem ajudar? Se tudo não passasse de uma ideia pouco realista? Pior… E se ele, cavaleiro do Rei, não fosse suficientemente experiente ou corajoso para cumprir o que Sua Majestade lhe confiara? Um cansaço doentio abateu-se sobre ele.

Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa

 

Para o segundo excerto, era necessário incluir isto: (aquele/o/um) rosto não era preciso. Quem seria?

 

O ranger sombrio dos pesados portões invadiu-o de maus pressentimentos. Agarrou as rédeas com garra – mantendo-as curtas –, tocou o cavalo, incitando-o a caminhar, e lançou um último olhar aos arredores submersos em neblina e mistério. Quando os portões se fecharam atrás dele e o pajem segurou as rédeas do animal voltou a sentir um frio na nuca ao reparar numa figura sinistra que, apesar do elmo, sabia que conhecia: o rosto não era preciso. Quem seria?

Maria José Castro, 56 anos, Azeitão 

 

Para o terceiro excerto, era necessário incluir isto: E nada mais poderia fazer, precisava de o enfrentar.

 

Não haveria outra chance, restava-lhe apenas prosseguir, ainda que totalmente tomado pela sensação de pânico, e, tendo a nítida impressão de conhecer a figura que se escondia por de trás das ferraduras, seu sexto sentido não o traíra jamais. Respirou longamente.  Com esforço sobrenatural tentou descer do cavalo, mas sentia-se completamente paralisado. As pernas pareciam congeladas. De súbito já não sentia as mãos. Travara inteiramente. Seria um desmaio? E nada mais poderia fazer, precisava de o enfrentar.

Roseane Ferreira, Estado do Amapá, Macapá, Extremo Norte do Brasil


O quarto texto, de 77 palavras, claro, teria de incluir (no fim) isto: 

... Era uma fraqueza sua ou do atacante?


Ao longo do adarve, os guardas beligerantes rufaram nos escudos. Com o clamor estrondoso, o cavaleiro sentia-se voltar a si. Embora sempre tentasse evitar aquelas brigas armadas, desta vez não lhe davam outra solução. Apenas desceu do cavalo e já devia entregar-se a uma luta, espada contra espada. No entanto, estava visto que nenhum deles venceria. Talvez ainda surgisse uma viragem inesperada na luta, e pudessem acabá-la sem que soubessem: era uma fraqueza sua ou do atacante?
Theo De Bakkere, 63 anos, Antuérpia, Bélgica

O quinto texto (perto do final) as 77 palavras teriam de incluir (no fim) isto: 

Poderiam agora começar a construir uma estratégia. O Rei esperava, e juntos poderiam vencer.


Na verdade, não seria fraqueza, pelo contrário, era sinal de inteligência. A defesa do reino estava em causa e porquê escolher o melhor para a disputa com o inimigo quando uma equipa de aliados se tornaria uma alternativa mais forte. Lançou a espada para longe como se esteasse a bandeira branca, levantou os braços em sinal de paz e chamou o seu opositor.

Poderiam agora começar a construir uma estratégia. O Rei esperava, e juntos poderiam vencer.

Mara Domingues, 36 anos, Lisboa

O penúltimo texto, teria de acabar assim:
...Cansados mas vitoriosos souberam que só faltava um pequeno detalhe.

Sentaram-se a debater a melhor forma de viver em união, afinal ambos visavam o mesmo objectivo.
As conversações mantiveram-se acesas até altas horas da madrugada. Teve momentos que pensou que perderia esta batalha, mas quando o sol nasceu apertavam as mãos em sinal de acordo. Naquele instante, embora se sentissem cansados mas vitoriosos souberam que só faltava um pequeno detalhe.
Carla Silva, 42 anos, Barbacena, Elvas

Para o último texto, o fim será:
Das mãos do Rei, mais do que uma recompensa, recebeu um aperto de mão. Conseguira.

Tinha de encontrar o Rei o mais brevemente possível, não podia perder mais tempo. Guardava em sua posse o foral que fora roubado e que recuperara durante uma batalha sangrenta. Mantinha-o junto ao peito envolto em cabedal, pois o rei confiou-lhe esta função em segredo. Este documento era essencial para o desenvolvimento e importância da Vila de Olivença. Ajoelhou-se com orgulho e, das mãos do Rei, mais do que uma recompensa, recebeu um aperto de mão. Conseguira.
Isabel Pinela Fortunato, 43 Anos, Amadora



01/02/17

Filatelia e as 77 palavras

Aqui se inicia uma parceria divertida com a Filatelia – histórias em 77 palavras em sequência, que depois aparecerá publicada na revista da filatelia. Confuso? Explico já tudo.
Este desafio resultará numa história completa de 7x77 palavras, com vários autores.

Como fazer?
O primeiro texto, que aparece em baixo, será escrito por mim para lançar o mote. Vamos falar sobre castelos, o tema da próxima emissão filatélica EUROPA, que será lançada em 2017. Depois, precisaremos de continuação e abriremos esta atividade a todos os interessados, de todas as idades e feitios. 

Haverá sempre partes obrigatórias, para não perdermos o norte à história. Essas serão duas partes de frase impostas, uma de quatro palavras e outra de três (continuamos com a magia do número 7). Estas pequenas partes de frase terão de aparecer quase no início e quase no fim – serão as balizas para continuar o texto.

A cada três semanas aparecerá, aqui no blogue, o excerto escolhido, de entre os enviados para o mail 77palavras@gmail.com,ligando-o ao anterior. Assim, quando partirmos para o momento seguinte, já aquiteremos tudo o que foi escrito até ao momento. Isto vai repetir-se até chegarmos às 7x77 palavras, acabando o texto. 

Teremos o seguinte calendário para cada excerto (terminará sempre dois dias antes do seguinte):
1.º excerto (MFS), publicado a 4 de setembro de 2016
2.º excerto - 15 de outubro de 2016
3.º - 28 de outubro de 2016
4.º - 18 de novembro de 2016
5.º - 9 de dezembro de 2016
6.º - 30 de dezembro de 2016
7.º - 20 de janeiro de 2017 (terminando a 10 de fevereiro de 2017)
O resultado final aparecerá na revista, com todos os «autores» identificados. No blogue, ficarão também todas participações por fase, pois certamente haverá mais caminhos para as histórias.

15/10/16

Filatelia e 77 palavras - dois textos

Ao chegar ao fosso do castelo, o cavaleiro estacou. Embora tivesse a certeza de que era ali que deveria entrar e pedir ajuda para a demanda, um arrepio agitara-lhe a coluna vertebral e os receios. E se não o quisessem ajudar? Se tudo não passasse de uma ideia pouco realista? Pior… E se ele, cavaleiro do Rei, não fosse suficientemente experiente ou corajoso para cumprir o que Sua Majestade lhe confiara? Um cansaço doentio abateu-se sobre ele.
Margarida Fonseca Santos, 55 anos, Lisboa

Para o segundo excerto, era necessário incluir, isto: (aquele/o/um) rosto não era preciso. Quem seria?

O ranger sombrio dos pesados portões invadiu-o de maus pressentimentos. Agarrou as rédeas com garra – mantendo-as curtas –, tocou o cavalo, incitando-o a caminhar, e lançou um último olhar aos arredores submersos em neblina e mistério. Quando os portões se fecharam atrás dele e o pajem segurou as rédeas do animal voltou a sentir um frio na nuca ao reparar numa figura sinistra que, apesar do elmo, sabia que conhecia: o rosto não era preciso. Quem seria?
Maria José Castro, 56 anos, Azeitão 

O próximo texto, de 77 palavras, claro, terá de incluir (no fim) isto: 
... e nada mais poderia fazer, precisava de o enfrentar.

Vamos a isto? Temos até dia 28 de Outubro!

04/09/16

Filatelia e as 77 palavras

Aqui se inicia uma parceria divertida com a Filatelia – histórias em 77 palavras em sequência, que depois aparecerá publicada na revista da filatelia. Confuso? Explico já tudo.
Este desafio resultará numa história completa de 7x77 palavras, com vários autores.

Como fazer?
O primeiro texto, que aparece em baixo, será escrito por mim para lançar o mote. Vamos falar sobre castelos, o tema da próxima emissão filatélica EUROPA, que será lançada em 2017. Depois, precisaremos de continuação e abriremos esta atividade a todos os interessados, de todas as idades e feitios.