21 julho 2015

Inês

Viajava de comboio. Contemplava, absorta, as paisagens que assomavam à janela, exímias. 
Num fio de tempo, os seus olhos foram inundados por um clarão que desaparecera no primeiro lamento... Pensara no pior, em detrimento de algo grandioso. Era afinal um vestígio de lua cheia que nascia resplandecente. Inês estava cansada da ilusão que a cegava e impedia de sentir, bateu com a porta da imaginação e disse basta aos pensamentos fraudulentos. Aprendera a olhar com o coração!

Mari Rodrigues, 34 anos, Lisboa

Desafio nº 94com clarão, porta a bater e ilusão

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