10 janeiro 2016

Perdê-la

A rua sentia o bater incessante da chuva e dos sapatos afogados. Ele quis caminhar sem resguardo, a saber que o vento ia guiá-lo pelas pedras cinzentas, agora tingidas de azul. A multidão de corpos ansiosos remetia-o em direcções diferentes, quase sem rumo. Errou por horas antes de perceber o milagre do amor: a mulher do guarda-chuva vermelho tinha voltado.
Seguiu-a pela estrada sem ser visto, imaginando todas as cenas possíveis...  Até perdê-la de novo para sempre.

Andrea Crespo Madrid, 20 anos, Salamanca, prof Paula Pessanha Isidoro
Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

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