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04/04/19

Susana Silva ― escritiva 3

Corri ao teu encontro, ansiosa pelo teu abraço. Tanta saudade, meu amor. Desci a rua de paralelos naquela noite já escura. Ao longe vi a tua inesquecível silhueta, mais magro, cabelo mais comprido, mas tu. As minhas pernas não puderam correr e no seu relentim aproximaram-se de ti, até enxergar o azul dos teus olhos. Tomaste-me em teus braços e tocaste os meus lábios vermelhos, enquanto as minhas lágrimas salgadas se misturavam com o doce da chuva.
Susana Silva, 37 anos, Carregosa
Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

04/11/17

Carla Augusto ― escritiva 3

Sentia-me sempre nostálgica como num sombrio dia de chuva. Todas as miúdas tinham namorado para as levar ao baile de finalistas. Eu, como sempre, parecia um sinal vermelho: paravam à minha frente… e nunca avançavam. Mas hoje o Rui pintou o meu céu de azul! Convidou-me para ir ao cinema. Já é um princípio. Há meses que sonho com ele! Sinto o vento acariciar-me o rosto, enquanto caminho pela rua. Tenho o meu coração acelerado. Será amor?
Carla Augusto, 49 anos, Alenquer

Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

20/10/17

Susana Sofia Miranda Santos – escritiva 3

Nesta manhã invernal, o sol brilha num céu azul.
Visto o fato de treino, calço as sapatilhas, correndo imediatamente para a rua.
Vou aproveitar as tréguas climáticas para fazer ginástica.
Contudo, quando já estava longe, surgiram rajadas de vento poderosas, a chuva começou a cair como um dilúvio catalítico.
De repente, avisto o carro vermelho do meu namorado que veio buscar-me.
Obrigado, amor, sem ti não sobreviveria! Como abrigo, és mais eficiente que a Arca de Noé!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

15/04/17

Isabel Pinto ― desafio escritiva nº 3

O Homem
Setembro entardecendo. Chovia. Havia vento.
Seguia viagem, mas parou junto do lixo azul, na rua: Roupa espalhada no chão. Esperava encontrar

30/03/17

Sara Catarina Almeida Simões ― desafio escritiva nº 3

Cheguei a casa e suspirei. Lá fora, caía uma chuva miudinha e soprava um vento muito desconfortável. Pousei o guarda-chuva azul que pingava. Da janela, vi um casal de talvez namorados que na paragem do autocarro, abrigavam-se da chuva. Não havia mais ninguém na rua e de repente,

24/03/17

Isabel Pinto ― desafio escritiva nº 3

O Homem
Era Setembro entardecendo. Chovia; havia vento. Seguia viagem, mas parou junto do lixo azul, na rua: roupa espalhada pelo chão. Esperava encontrar alguma para os pobres. Do nada um homem

21/03/17

José Jacinto Pereira Peres ― desafio escritiva nº 3

Inverno. Tosse. Cama. Tédio. Febre e delírio. Nessa segunda-feira, no mail, não pingavam mensagens. A televisão aborrecida… Vento e chuva na janela e no telhado. Cria-me numa nave

15/03/17

Vera Saraiva ― desafio Escritiva nº 3

Caía a chuva, o vento soprava forte e o meu amor sem aparecer…
Quase parou de chover e timidamente um raio de sol atravessou as nuvens. Que explosão de cores, um lindo arco-íris, iluminou a nossa rua, era o vermelho, o laranja, o amarelo, o verde, o azul, o anil

15/02/17

Tudo

Segunda. Carolina enrolada no édredon com um olho por abrir:
― Está de chuva?
― Céu azul mas com este vento promete – responde o pai.
A gabardine vermelha tinha ficado esquecida na avó. Arrisco. Saio à rua.
Nuvens a escurecer. Chego à escola! De repente, parece de noite. Gotas cada vez mais gordas caem nas janelas. Toca o sino. Impossível sair dali. Um verdadeiro dilúvio. Mensagem no telemóvel. “Não saias daí. Vou-te buscar!”
Quem tem um amor tem tudo.
Mariana Sanchez, 38 anos, Barcelona
Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

14/02/17

Ouro sobre azul

Nas noites de frio e chuva do longo inverno dinamarquês, inventaram uma forma de cultivar o aconchego e o bem-estar: hygge. Nessas noites, evita-se a rua gelada; o melhor é ficar em casa, sozinho ou com os amigos, cultivando o amor e a felicidade. Calçam-se as meias de lã, traz-se o cobertor vermelho quentinho, bebe-se chocolate quente e deitamo-nos no sofá a ouvir o vento lá fora, com um bom livro por companhia. É ouro sobre azul.
Filomena Mourinho, 43 anos, Serpa
Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

01/02/17

Fábio e Cindy

Era uma vez um menino que não gostava do inverno. Fábio não gostava do inverno porque havia sempre vento, neve e chuva. Mas Fábio sabia que a primavera chegaria e sabia que, com ela, iria ter cores bonitas, como o azul e o vermelho. Fábio gostava muito da primavera e durante a primavera ele encontrou o amor da sua vida, uma menina que se chama Cindy. Ele e a sua namorada Cindy foram felizes toda a vida.
Fábio, 6º ano, Escola Portuguesa em Écublens, Suíça, prof Paula Santos

Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

26/01/17

Coração de sangue

Sentada na rua ao frio. Desesperada, ali fiquei, destapada de amor. Não esperava nada, nada me aguardava e, eu, sem querer, ali estava.
O meu gélido corpo iludia os transeuntes, fotografavam a estátua!
Podia vir o vento quente de leste, que não me aquecia.
Não nasci de sangue azul, não me lamentava. Vermelho, isso sim, vermelho vivo teimava em pintar a caixa de cartão debaixo dos meus pés.
E sempre que a chuva jorrava, desenhava um coração. 
Andrea Ramos, 40 anos, Torres Vedras

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23/01/17

Dias de chuva

Nos dias de chuva e vento, gosto de estar em casa a descansar e estar com a minha família. E claro, beber um leite bem quente. Nesses dias, completo-me de amor. Gosto muito de ver na janela a chuva na rua. E gosto imenso do barulho da chuva, relaxa-me. Queria tanto voltar ao verão, ir para a praia e ver aquele lindo mar azul. E, enquanto não tenho nada para fazer, pinto telas, principalmente com tinta vermelha.
Ângela Santos, 13 anos, Oliveira do Bairro, I.P.S.B., prof Carla Oliveira
Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

Ângela Santos, 13 anos, Oliveira do Bairro, I.P.S.B., prof Carla Oliveira

10/12/16

À lareira

Pode ser que a chuva caia com força, limpe a rua das folhas do outono, que o céu azul se encha de nuvens, que o vento sopre forte, que o inverno chegue depressa, que os vidros da janela se encham de gotas de água.
Que chegue a hora de acender a lareira e ficar, amor, a olhar o fogo vermelho, sempre diferente, ouvir estalar os galhos, assar castanhas na brasa, beber vinho tinto, e ficar, só ficar.
Marina Delgado, 52 anos, Tramagal, Abrantes

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09/11/16

Por amor

Vejo-te ainda quase a desapareceres no fim da rua. Parecia que todos os deuses do vento e da chuva se tinham reunido para a nossa despedida. Não me lembro nunca mais de uma noite igual. Quando hoje tento recordar-me do que então senti, perco-me numa espécie de neblina azul que me conduz a espaços que nunca mais quis visitar. Como um sinal vermelho que me proibisse de lá ir para jamais voltar a sofrer assim, por amor.
Paula Coelho Pais, Lisboa, 55 anos

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08/11/16

Dentro ou fora?

A chuva cai fortemente na rua. 
Aninhada na manta azul, mordiscam-me memórias de tempos idos. Só de pensar em ti, sinto-me a ficar vermelha… Ah, o amor! 
Éramos jovens… o vento beijava os nossos corpos, ondulando promessas de amor eterno, lembras-te? Acreditámos que as nossas mãos jamais se separariam… 
Mas eles vieram e levaram-te. Tudo desabou. 
Nunca mais te vi.
Ainda te amo, sabes? 
Chove fortemente lá fora. 
Não sei se lá fora se dentro de mim.
Carla Augusto, 48 anos, Alenquer

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30/06/16

Decide-te!

A chuva não parava e o vento soprava! Estávamos na rua, eu vestida de azul e ele de vermelho. O amor acontecia e nem o frio o arrefecia. Olhávamo-nos insistentemente, esperando o autocarro. Lá longe, aproximava-se e ele nada dizia. Ouvia-se a travagem e sentia que nunca mais o veria. Decide-te. Decide-te!, pensava eu, enquanto a temperatura do meu corpo catapultava. Estava ansiosa. Muito ansiosa. Vi-o aproximar-se e subir o degrau. Sentou-se ao meu lado. Meteu conversa.
Fátima Fradique, 42 anos, Fundão

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08/06/16

Programa Rádio Sim 771 – 8 Junho 2016


o programa em podcast na Rádio Sim

Ainda te lembras?
Ainda te lembras, meu amor, do tanto que o vento tentou levar o nosso cortinado azul naquele dia? Tinham dito que ia ser um dia de sol e nós, crentes como éramos, estávamos já preparados para um piquenique. Do nada, olhámos a rua e vimo-la fustigada pela chuva, afogada na tempestade. Não importou. Estendemos o cobertor vermelho na sala, em frente à lareira e fizemos o piquenique ali, mesmo debaixo de tecto. Ainda te lembras, meu amor?

Anabela Risso, 24 anos, Évora
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13/05/16

Programa Rádio Sim 755 – 13 Maio 2016

OIÇA aqui
o programa em podcast na Rádio Sim

Ânsia de felicidade
Sozinho na noite, vagueio pela cidade.
O meu refúgio é um banco azul de jardim
onde durmo e medito.
A chuva cai, o vento agreste fustiga-me o
rosto enrugado.
O mau tempo persiste.
Sou um sem abrigo,
vivo da caridade alheia.
As oportunidades que a vida me ofereceu
desperdicei-as.
Família, amor, dinheiro, tudo o vício levou, 
até a dignidade.
Queria ser livre, sair desta prisão.
Vermelho de raiva, desço a rua na ânsia de 

encontrar a felicidade.

Maria Madalena Moreira de Carvalho, 65 anos, Peniche
Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua


26/04/16

Estudar...

O meu amor pelo português é tão grande que hoje, um dia de chuva e vento, o azul do céu já em fuga, estou em frente do computador fazendo um desafio. A rua está vazia, só carros e postes de luz iluminam esta solitária cidade. Mas, mesmo assim, sempre se poderá acompanhar o branco e vermelho da USAL. Eu preciso de 17 palavras para acabar, assim direi: Feliz ano novo a todos, agora temos de estudar muito.

Marcos Pascua, 21 anos, Salamanca

Desafio Escritiva nº 3 – texto com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua