01 julho 2016

Falso alarme

O táxi abarrotava: comigo e com as minhas dores – do pós-operatório e da fibromialgia. Rua íngreme, curva à direita, fila em frente e… abalroados por uma camioneta. Receando nova investida saí: dobrada em ângulo reto, coxeando e com uma mão sustentando as vísceras que – parecia-me – ameaçavam cair.
Um grito: “Ai que me desgracei e desgracei a senhora”. Percebi a aflição. Esclareci o condutor, que exalava álcool: “Tenha calma, isto não foi do acidente: eu já estava estragada!”
Maria José Castro, 56 anos, Azeitão

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