31 janeiro 2017

Tempo de partir

Na alma apenas gravada a luta que travavam contra o sossego que os perturbava. Queriam mudar, desinstalar-se e percorrer o espaço, o tempo, com que atravessavam os dias, na opacidade que os envolvia, como se fossem marginais. Nada mais falso. Ambos eram generosos, autênticos. Mas a mudança… Difícil decisão. A letargia era tanta que os paralisava. Numa manhã um raio de sol incendiou-lhes o rosto, despertando-os. Era hora de partir e abraçar a missão há tanto tempo adiada.
Emília Simões, 65 anos, Mem Martins ― Algueirão

Desafio nº 115 – frase de Valter Hugo Mãe

2 comentários:

  1. Boa noite Margarida,
    Muito obrigada por ter publicado a minha história.
    Um grande beijinho.
    Emília

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    1. Publico sempre, e é um prazer voltar a receber as suas histórias!
      Um grande beijinho

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