10/08/12

Ana Paula Carmo, um relógio, um avô, um menino


A pequena mala estava pronta à espera apenas do calendário.
O menino sonhador, cheio de infância, que não compreendia o tempo, iria para a casa do avô passear.
O avô trazia um tempo na pele e outro na alma e o menino gostava deste mistério.
Sentados juntos no chão da sala, lanterna na mão, ficavam a esperar.
O relógio vai bater. As molas rangem sem fim. Doze “cucos” anunciam o fim da traquinagem. Avô, menino sonham enfim.

Ana Paula Amaral do Carmo, Brasil

Do livro Antologia de Poesia Brasileira para crianças.
Canção de garoa,Mario Quintana.
frase escolhida: O relógio vai bater
                               as molas rangem sem fim.