21/08/14

Diga 33

Diga 33,
um sorriso
vestido de branco,
a voz imperturbável,
as mãos firmes.
Debruçou-se:
o olho experiente,
o ouvido entendido
nas velhas artes
da cura.
Sorriu outra vez,
as frases serenamente
a-r-t-i-c-u-l-a-d-a-s
                   o
                 r
               p
            o
num s
esvaindo-se, fonte de vida;
talvez a sua mente,
o seu intelecto,
sei lá,
estivessem a r
             e
                s
                  v
                    a
                       l
                        a
                           r,
de alguma planície abissal,
agora, nela
tudo funcionava
em solene, discreto
rito maçon
de 33 graus.

Jaime A., 50 anos, Lisboa

Desafio nº 33 – Pegando em “Diga 33”, ou qualquer outra versão do 33