20/12/15

O amor verdadeiro

Deitaram fogo aos meus sonhos, mãe.
Olha: labaredas vermelhas e azuis roubam-lhes a cor, em breve os meus sonhos não passarão de contornos a carvão. Vê: não há chuva nem vento que o apague agora, a minha alma foi despejada de casa e atirada para a rua.
Espero por uma resposta que não vem, bem sei.
Não respondes a lamúrias vãs de corações partidos. Se respondesses, dirias:
“Porque me chamas? O amor, quando verdadeiro, reergue-se das chamas.”

Ana Pessoa, 37 anos, Alenquer

Desafio Escritiva nº 3 – mau tempo com: chuva, vento, amor, azul, vermelho e rua

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