21/10/17

Maria Silvéria dos Mártires ― escritiva 25

Disparo o meu apito
Um RISO autêntico sincero é tão bonito.
Digo-te quando caminho e o chão PISO
Até parece que sinto um PESO
Meu coração vos ama, a tudo fica PRESO
E sem distinção do branco, do amarelo ao PRETO
Queria vos servir delicioso arroz no PRATO
Mas não consigo matar o PATO
E nem sequer o pequenino PITO
E quando peço para o fazerem por mim
Fico doente. Uma tristeza sem fim
Apodera-se de mim e dispara meu APITO.
Maria Silvéria dos Mártires, 70 anos, Lisboa

Escritiva nº 25 - palavras em sequência de mudança

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