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04/11/17

Carla Silva ― escritiva 25

O bolo de chocolate 
O que tanto temia aconteceu. O meu bolo de chocolate foi parar ao chão!
Mas quem festeja um golo aos pulos!? Só ele… o meu querido irmão!
Olhei para ele, ajeitei a gola e antes que me saltasse a mola, subi para a mota e desapareci.
Queria lá saber que me chamassem cota! Naquele momento só queria sentir o vento gelado no rosto, cortando-me meu humor como quem corta uma fatia de bolo. Do meu rico bolo…
Carla Silva, 44 anos, Barbacena, Elvas
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01/11/17

Isabel Marina Silva ― escritiva 25

Estava D. Ambrósio de Albuquerque a comer uma deliciosa tripa, junto ao cais de S. Roque, na ria de Aveiro, embrenhado naquele ondular de sabores, quando à toa, viu passar uma tipa interessante! 
― Será que me topa, pensou ele nos seus botões cerebrais, ou vai naquela elegante tropa, intransigente e à troa?!!!
Parecia um certo tributo, ou quem sabe uma tora, à nora de um esplendoroso ator, com ânsias por aquele hilariante, intrigante, glamoroso e arrebatador Amor!
Isabel Marina Silva, 37 anos, Pardilhó – Estarreja

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29/10/17

Afonso ― escritiva 25

O almoço com o pai
O riso do meu pai fazia-me rir quando íamos comer ao primeiro piso do restaurante da esquina. A comida era a peso. Um dia o casaco dele ficou preso no enorme cadeirão preto. Eu comi num grande prato, um belo arroz de pato. O meu pai comeu pito assado com batatas fritas. Depois comprou-me um chupa em forma de apito.
O meu pai não se cansava de falar no dinheiro que recebia, lá no seu novo trabalho.
Afonso, 4° B, EB de Galveias, professora Carmo Silva
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Renato ― escritiva 25

Piiiiiiiiiiii!
Era uma vez um apito que vivia com um pito. Eles adoravam comer pato com laranja, num prato preto.
Um dia o pito foi comer ervilhas com chouriço, mas o prato não gostou daquela coisa verde e disse-lhe:
― Parece que alguém violou a lei. Vais ser preso!
― Eu vou ser “peso”... Isso é que “erra” bom! Vou é atirar-te do 5° piso ― respondeu o pito.  
― Tchau, pito, dá o teu último riso.
― Pííííí…
A conversa acabou aqui!
Renato, 4° B, EB de Galveias, professora Carmo Silva
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Maria e Leonor ― escritiva 25

D. Lara, a cozinheira
A Lara levou a Maria e a Leonor, para o restaurante.
Elas levavam um apito, que apitava muito.
A mãe ligou-lhes a televisão, deixou-as na salinha e foi fazer o pito e o pato.
Ela colocou a refeição num prato preto.
A Maria foi provar e ficou com um bocado de pito preso no dente e sentiu o peso da colher de pau.
A Leonor foi para o segundo piso, mas o seu riso ouvia-se na cozinha.
Maria e Leonor, 3°/4° B, EB de Galveias, professora Carmo Silva
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Alda Gonçalves ― escritiva 35

Hoje na escola fizemos uma história de animais, onde entravam um pato pateta e um sapo saltitão. Contei ao tio que escreveu no guardanapo e guardou no bolso, mas agora mais parecia um farrapo. Calçou o outro sapato e desenhou um traço meio torcido no chão, que nem parecia um desenho, tal era a confusão.
Depois da história sabida, desataram a contar a toda a turma, e eis que surgiu a ideia: que tal escrever um livro.
Alda Gonçalves, 49 anos, Porto
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Lara ― escritiva 25

O Tiagolas
Era uma vez um rapaz chamado Tiagolas que andava sempre com um apito ao pescoço.
Um dia acordou cedinho e foi fazer um pito assado e comeu-o com arroz de pato, num prato preto.
Logo a seguir foi passear e viu um homem a ser preso por um assalto de peso, que ocorreu no primeiro piso.
Após o passeio, o Tiagolas foi para a aula de educação física e ouviu o riso da linda professora Maria Amélia.
Lara, 4° B, EB de Galveias, professora Carmo Silva
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27/10/17

Liliana Elsig – escritiva 25

Foi um riso aquele almoço, no último piso do edifício.
O toninho que é tão magrinho, não aguentou o peso da porta e ficou preso! Quem chegava, não sabia se ria ou se ajudava.
Sentei-me à mesa num banco preto, e quando o meu prato chegou, reparei que o pato, o do arroz, nem se via!
― Se calhar é um pito! (Berrou alguém)
apito da Susana interrompeu as gargalhadas… faltavam cinco minutos para a aula recomeçar.
Liliana Elsig, 36 anos, Ovar

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Cândida Jardim – escritiva 25

Estávamos no último ensaio da TUNA. A harmonia das vozes é interrompida por um som estridente:
― Estão o ouvir as sirenes? É na tua RUA, Joana. 
Usam a GRUA para retirar uma criança. O edifício de cinco andares transformou-se numa GRUTA. Uma mãe GRITA. Um horror! Aconteceu! 
Enquanto FRITA o bife ouve-se uma explosão. Puxa a FITA vermelha que funciona como lacre do extintor mas não resolveu.
A RITA em estado de choque chamou os bombeiros.
Cândida Jardim, 54 anos, Ovar
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25/10/17

Cristina Almeida ― escritiva 25

Que riso! Até fazia tremer o piso.
Soltava gargalhadas de peso, sentidas, sofridas, de alguém que se sentira preso e respirava, agora, liberdade.
O futuro deixara de ser preto. Braços carinhosos o enlaçariam e, na mesa, decerto que o aguardava o seu prato favorito, pato com laranja, pois então. Que de frango, ou pito, como diziam na sua aldeia, já estava farto.
E, de repente, soou o apito: o comboio para o futuro estava prestes a partir!
Cristina Almeida, 57 anos, Maia
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24/10/17

3°/4° B, EB de Galveias ― escritiva 25

O senhor Apito Esganiçado viu um pito e um pato dentro de um prato, a serem comidos por um grande comilão chamado João. Ele usava um boné preto e estava preso no quarto. Quando tentou sair, o seu peso exagerado, fez com que escorregasse no piso molhado e que ficasse todo derreado.
A mãe viu tudo e disse:
― Ó filho, tu estás bem?
Ouviu-se um riso maroto, era o tagarela do papagaio a chamar-lhe: obeso, obeso, obeso...
3°/4° B, EB de Galveias, professora Carmo Silva
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Paula Castanheira ― escritiva 25

Olha Manel, queres solha para o jantar?
― Boa ideia! Filha tira o queijo da ilha pra fora.
― Pai, estou a arrumar a tralha que o Joãozinho espalhou, ralha com ele!
― Maria, não te esqueças do molho e do milho.
― Ai, marido, que só mandas! Ao menos tira a rolha ao vinho, tenho uma bolha no dedo.
― Mas mulher, ainda agora troquei a pilha ao relógio e pus água na bilha, sabes que te amo?
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá
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Elisabeth Oliveira Janeiro ― escritiva 25

Decisão Conjunta
Quem bem conhece Marta sabe que, apesar de muita paciente, ela está farta daquele irritante ruído na curva da estrada junto à sua casa, que lhe turva os sentidos. Ainda que se chame rua direita a ninguém aproveita e não podia ser mais torta a inclinação à sua porta. Também o vetusto senhor Augusto que mora mesmo ali ao lado, escapa à falta de silêncio, logo seguido do senhor Inocêncio.
A solução encontrada, foi mudarem de morada.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 73 anos, Lisboa
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23/10/17

Fernando Morgado ― escritiva 25

Com o calor o meu calo dói imenso.
O tratamento é caro, e não é claro que resolva o problema. Declaro isto sempre que vou ao médico, mas ele faz ouvidos de mercador. Na próxima consulta, declamo Florbela Espanca,
Sinto os passos da Dor, essa cadência
 Que é já tortura infinda, que é demência!
 Que é já vontade doida de gritar!”
Se, mesmo assim, ele não me entender, eu reclamo, porque quem reclama não acredita em reclames!
Fernando Morgado, 63 anos, Porto
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Natalina Marques ― escritiva 25

Sozinha, entregue à sua SORTE, desejou que a MORTE viesse.
O vento NORTE, deitou por terra, as árvores de FRUTA, plantadas pelo avô.
Já não existia a GRUTA, que em GAROTA brincava com as colegas de escola.
Entrou em casa, que ERAM apenas paredes levantadas do chão, sentiu na ALMA uma dor indiscritível.
ARMAS símbolos de guerra, que o avô se orgulhava, tudo desaparecera.
Então, essas lembranças, no coração guardou, porque todo resto, o fogo lhe levou.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela

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22/10/17

Susana Sofia Miranda Santos ― escritiva 25

Que lua cheia romanticamente bela! Saio para a rua, admirando-a alta no firmamento... nem com uma grua a alcançava!
Esta tarde, explorei a gruta do parque.
Contudo, ao serão, verifiquei que jantaria truta assada. Que horror!
Somente desejava sopa e fruta, mas a mãe exige que coma peixe, porque possui ferro... estou frita.
Quando desejo paz, a mãe grita comigo e, por sua culpa, grito também, caso contrário ninguém me escutaria.
Salvou-me o rito da lua apaixonante.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

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Theo De Bakkere ― escritiva 25

O pesadelo
Ela roncou agudo como se tivesse ingerido um APITO. Então, ninguém podia presumir que estava a sonhar, devorando um PITO recheado com abóbora.
Foi um pesadelo! Devia comer com goelas de PATO pastéis sem parar e cada vez mais ficaram pastéis no PRATO. Tornou-se tudo PRETO diante dos olhos, cada pastel ficou PRESO no estômago e seu PESO crescia a olhos vistos. Cheio de vergonha, escondeu-se sob o PISO.
Safa! Ali encontrou os amigos, chorando de RISO.
Theo De Bakkere, 65anos, Antuérpia, Bélgica
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21/10/17

Maria Silvéria dos Mártires ― escritiva 25

Disparo o meu apito
Um RISO autêntico sincero é tão bonito.
Digo-te quando caminho e o chão PISO
Até parece que sinto um PESO
Meu coração vos ama, a tudo fica PRESO
E sem distinção do branco, do amarelo ao PRETO
Queria vos servir delicioso arroz no PRATO
Mas não consigo matar o PATO
E nem sequer o pequenino PITO
E quando peço para o fazerem por mim
Fico doente. Uma tristeza sem fim
Apodera-se de mim e dispara meu APITO.
Maria Silvéria dos Mártires, 70 anos, Lisboa

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Quita Miguel ― escritiva 25

cara de Flávio Fernando ficou como se tivesse sido moldada em cera, ao ler a carta: a irmã, achando-se certa, ia capar o gato.
– Como é que ela corta o que não é dela? – reclamou, procurando uma corda para fazer não sabia de quê.
Da copa de uma árvore veio um miado. Afinal, o gato estava inteiro. Só a irmã para brincar com algo tão sério.
Flávio entrou em casa, encheu um copo, descontraindo o corpo.
Quita Miguel, 57 anos, Cascais
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Faça aqui o download do conto «Sonho Esventrado» https://www.smashwords.com/books/view/595005

Margarida Fonseca Santos - escritiva nº 25

Peça, peço, pelo, prelo, grelo, galo, galão, lagoa, lagosta

Aquele homem é uma peça de museu… Quando lhe peço qualquer coisa, fica quase de pelo eriçado e desata a falar no livro que tem no prelo. Não se cala com aquilo! Pensando bem, o livro já deve ter grelo, há tanto tempo para sair. Na volta, nem sai, grande galo! Dar-me o meu galão, isso é que não.
Fujo dali, a caminho da lagoa para apanhar ar. Deito-me, adormeço e acordo feita lagosta. Raio do homem!
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa

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