22/01/18

Álvaro Aparicio ― escritiva 27

Não ver assusta; ninguém quer perder o tacto; seria horrível deixar de ouvir e comer sem gosto é uma tragédia. Assim, ao parecer, cheirar é o luxo dos sentidos. Na verdade, os cheiros estão subvalorizados: o cheiro do mar para lembrar os verões, o cheiro da sopa que recorda a minha avó, o cheiro da gasolina para lembrar a minha primeira viagem, nos tempos nos quais a minha família viajava toda junta pela costa do mar Mediterrâneo.
Álvaro Aparicio, 24 anos, Salamanca, USAL, prof Paula Isidoro
Escritiva nº 27 - cheiros


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