25/02/18

Constantino Mendes Alves ― desafio 115


Como acontece no romance de Valter Hugo Mãe, também conheci um. Estava sentado numa cadeira, cabeça deitada, sem vida, aparente.
Todos os lugares fossem aqueles, havia matemática complexa nos lírios, um zigurate de palavras onomatopaicas, que em carinho a erguiam, qualquer coisa transversa que a efabulavam e adornavam. Ele estava lá, com ela, mesmo na cicatriz do pulso.
Era hora do médico, o comprimido saltava da boca, do que era a boca.
Na porta: «Homens imprudentemente poéticos»
Constantino Mendes Alves, 59 anos, Leiria
Desafio nº 115 – frase de Valter Hugo Mãe