19 maio 2018

Diário 77 ― 52 ― Vanessa Pardela


Ermelinda Pardela, apresentou-se, a melhor padeira das redondezas. Só não tinha mais clientes porque poucos sabiam apreciar pão. Conheci-a a sorrir para o microfone, falando de si, do seu pão, das suas mãos de ouro (sic) e da filha.
― Quando morrer, acaba-se o pãozinho da Ermelinda, que a minha Vanessa não se ajeita.
Ao desligar tudo, um jovem gritou-me:
― Estamos à espera que se fine. O pão da Ermelinda é intragável! Já o da Vanessa…
Que reportagem!
Margarida Fonseca Santos


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