Esta é a equipa RE-WORD-IT
As Histórias em 77 Palavras contam com estas
quatro mulheres de armas com palavras na bagagem.
Quem são?
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22/04/20
20/04/20
Desafio nº 205
O desafio que vos lanço é o seguinte:
Encontrem 10 palavras com a sílaba
TE – no início, no fim, no meio, em qualquer sítio.
Atenção, tem de ser sílaba (não contam palavras como tempero, pois a
sílaba é tem). Há imensas.
Depois, escrevam um texto com as 10!
Arranjei mais de 10 para escolher, escrevi
assim:
Artémio andava entediado. Enfiara um
barrete com aquela potente promoção por telefone, daquelas
em que apetece logo comprar. Nem ouviu as condições. Viu-se a serpentear
por entre pessoas, com uma trotineta extraordinária. Passou um pente
pelos cabelos, arrancou, contente, a caminho do debate sobre
veículos alternativos. Aquilo partiu-se na quinta curva. Queixou-se ao vizinho,
que logo lhe atirou:
― Falaste com uns tipos ao telefone e
caíste, tanto na esparrela como na rua, estavas a pedi-las!
Margarida Fonseca Santos, 59 anos, Lisboa
19/04/20
Maria João Cortês ― desafio 185
Inácio
gostava da taberna. Ingeria vários copos e ia cambaleando até à Igreja.
Encostava-se às pedras íngremes, quase adormecia, invocava os Santos que
ingenuamente conhecia e, inclinando a cabeça, ressonava, incapaz de outra
coisa. Indisposto e alcoolizado, ficava inerte, como que instalado na sua
bebedeira, inalando o cheiro a incenso vindo da Igreja, esperava o Pároco.
Impressionado com tanta imundice, levava o infeliz para casa onde iria acabar
numa sujeira inverosímil ou numa instituição que fosse recomendada.
Maria
João Cortês, 77 anos, Lisboa
Desafio nº 185 ― palavras com i
10/04/20
Desafio nº 204
O blogue Histórias em
77 palavras começou em 2011. É verdade, já passaram 9 anos.
Ora… «nove, noves fora, nada»?
Não… Criámos amizades, partilhámos alegrias e
tristezas.
E é isso que vos peço, que escrevam o que é,
para cada um, estar aqui no blogue.
Recordando:
Dei os primeiros passos a medo. Que futuro
teria? Tratava-se de mostrar e partilhar o que sei sobre incentivar a escrita.
Nunca se contam palavras até às 77, nada disso! Escreve-se mais, depois
espera-se. Por fim, melhora-se o texto. O resultado ganha interesse, escondendo
subentendidos, cortando vícios de escrita, aprimorando o como vamos contar
o que queremos contar. É na revisão que a nossa narrativa cresce. E começaram a
chegar as histórias, as amizades. Que bom! Obrigada.
Margarida Fonseca Santos, 59 anos,
Lisboa
Desafio nº 204 ― como é
estar aqui?
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