O coelho jazia, imóvel, no meio da estrada. Parei o carro e
verifiquei que estava vivo. Levei-o e tratei dele. Aos poucos, recuperou. Até
que um dia…
– Obrigado pela ajuda – disse ele.
– Tu falas? – espantei-me.
– Só hoje.
Relatou-me então a saga de um urso que perdera o coração e a
quem um coelhito corajoso devolveu a alegria de viver.
– Agora, escreve a minha história – pediu.
Acordei, deixei-o ir e liguei o computador.
Foi o meu primeiro livro.
Carlos
Alberto Silva
