25/01/22

Theo De Bakkere – desafio 262

O esconde-esconde

Brincando com os amigos de esconde-esconde, agora era minha vez para me esconder. Sem demora, arrastei-me debaixo dum arbusto denso.

Grande emoção, mas com o passar do tempo, desapareceu o prazer do jogo.

Que chatice! Apenas um pisco arisco canta, inconsciente do risco que o ameaça.

Pois um gato esperto se aproximava às escondidas. Não me arrisco para o avisar.

Onde estão? Quero ser encontrado!

Aparentemente, mordi o isco. Logo que me viram escondido, correram para casa.

Theo De Bakkere, 70 anos, Antuérpia Bélgica

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

Mais textos aqui: http://blog.seniorennet.be/lisboa

23/01/22

Toninho – desafio 262

Mota criava pães num vilarejo. Cuidadoso separava da massa um isco, para inovações, temia o risco de plagiato.

Na rua vivia Teco, arisco macaco familiar, pelas arvores e fios dos postes. Foi numa ligeireza que roubou o isco na mesa. Mota o viu entrar na padaria concorrente. Teco seria espião?

Agora uma peneira cobre a prova como arapuca. Teco não se aproxima.

Agora é um olho na missa, outro no padre, não me arrisco mais, dizia Mota.

Toninho, 65 anos, Salvador-Bahia, Brasil

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

Publicado aqui: Desafio 262

Sérgio C.T. Barbosa – desafio 262

Vou ou não votar? Arrisco ou não arrisco?

Vejo as notícias e tudo me parece um risco.

É o risco de infeção.

É o risco do governo que lá vai parar.

São os políticos que dizem: vejam lá, votam neste ou naquele e é o risco disto, o risco daquilo.

Assustam com o fantasma do fisco!

Não sei se mordo o isco ou simplesmente desisto. É preciso ter um lado mais arisco.

Afinal, que faço eu? Arrisco!

Sérgio C.T. Barbosa, 49 anos, Montijo

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

Teresa Soledade Lima – desafio 262

Sei que quem não arrisca não petisca, mas eu, que normalmente sou arisca, nesta tão árdua quanto atrativa aventura, não morderei a isca! E tenho fome! Acreditem! Mas, ainda ontem, vi um que, se julgou herói, pisou a risca e… zás!!! Já não teve tempo de voltar atrás!!!

Nós, amigos fiéis, corremos para a frente, para trás, puxámos daqui e dali, mas aquela ratoeira era mesmo eficaz!

Agora, bem perto, outro queijo seduz. Fome? Tanta! Ai, Jesus!

Teresa Soledade Lima, 42 anos, Viana do Castelo

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

Fernanda Malhão – desafio 262

Se não arrisco, não petisco!  Resolvi correr o risco, sempre fui rapaz arisco, sempre gostei de pisar o risco e testar os limites. Desta vez então que o isco era mesmo apetecível, não poderia mesmo perder a oportunidade! Assinei logo o contrato com sarrabisco apressado e lá fui trabalhar numa disco, fartei-me de comer marisco, logo eu que comia como um pisco! Na despedida, disfarcei o choro, a dizer que me tinha entrado um cisco no olho!

Fernanda Malhão, 45 anos, Gondomar

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

João Lagoa – desafio 262

Francisco, cobrador do fraque ontem, empreendedor informal hoje, tinha desencantado uma Gruta de Ali Babá numa pérola fiscal do Atlântico: o Covil do Saco Azul onde uma irmandade de amigalhaços nos negócios amealhava chorudos pés-de-meia não declarados.

– Se não arrisco não petisco – motivava-se o Chico, um crónico arisco ao risco, com o isco numa pen para pescar na Dark Web o Abre-te Sésamo do Covil do Saco Azul. Ficheiro copiado. Engodo mordido. Santo-e-Senha revelado: Abre-te ao Fisco.

João Lagoa, 59 anos, Lagoa, Algarve

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

Carla Silva – desafio 235

Sem Rumo

Se havia momentos na vida em que se sentia sem rumo, aquele era um deles.

E pensar que precisava tomar uma decisão rapidamente, sufocando-o.

Deveria ficar e continuar com a vida de sempre ou aceitar a proposta e recomeçar, desta vez num outro país longe de tudo o que sempre conhecera? 

Não gostava de desistir mas também não gostava de arriscar!

Que fazia?

Partia rumo a uma nova aventura ou abraçava a segurança que o conhecido lhe dava?

Carla Silva, 48 anos, Barbacena Elvas 

Desafio nº 235 – imagem dos dois caminhos

Samuel C – escritiva 4

As minhas sapatilhas favoritas são umas pretas e brancas usadas para jogar futebol.

A minha mãe deu-mas no meu aniversário em 2017.

Sempre que ia para o treino de futebol estava comigo.

Umas sapatilhas únicas que fizeram milagres na minha baliza, ajudaram a defender muitos remates e ajudaram a minha equipa.

Também marcaram muitos golos e passaram por muitas aventuras. Agora estão velhinhas e na minha parede, como recordação.

Muito obrigado, do fundo do coração, por tudo!

Samuel C, 16 anos, Manchester, Inglaterra, prof. Margarida Sousa

Escritiva nº 4 – homenagem às sapatilhas

21/01/22

Natalina Marques – desafio 262

– Hoje está um dia bom para pescar, que achas, papá?

– Também acho, não corremos o risco de apanhar chuva como da outra vez.

– Podemos levar o Arisco?

– Podemos, mas onde é que se meteu, ainda não o vi hoje.

– Deve andar entretido a correr com os gatos do vizinho, como no outro dia.

– Eu nem arrisco contar-lhe, por certo ficarás sem o cão.

Quando chegaram, verificaram que faltava o isco, mas, o dia foi festejado na mesma.

Natalina Marques, 62 anos, Palmela

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

20/01/22

Verena Niederberger – desafio 262

Quando me ofereceram um gato cinza de olhos azuis, logo mordi o isco.

Era gato muito arisco e assustado. 

Me arrisco dizer que me arrependi de o ter adotado. Mordia e arranhava e eu corria risco.

 Porém ficaria com ele, porque, contudo, já o amava e com muita, mas muita paciência mesmo, consegui transformar Xixo no gato mais carinhoso e doce.

Lembro do seu ronron.

Xixo, posso dizer que foi um fofuxo. 

Um gatinho adorável puro luxo.

Verena Niederberger, 71 anos, Rio de Janeiro, Brasil

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

Chica – desafio 262

Era hora de juntar recibos, notas, recibos e muitas contas fazer. 

Época de acertar as contas com o fisco e cada vez mais cresce o valor a pagar.

Por vezes, vontade enorme de como tantos, sonegar, mas não gostamos de correr esse risco

Com o olhar bem arisco, vamos os cálculos efetuando... 

Marido confere, nessa hora nem me arrisco perguntas fazer. Isco!

Melhor deixar essa época passar para depois vida normal viver.

Haja pagar imposto! 

Ninguém aguenta!

Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil 

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

Publicado aqui: ♥ Chica brinca de poesia ?♥: ♥ Acertando as contas... ♥

Rosélia Bezerra – desafio 262

Sou uma pessoa que teme coisas não seguras, não gosto de correr risco, tudo que me sugere um isco ao meu ser me amedronta.

Fico me lembrando de como o amor me dá coragem. Por ele eu me arrisco, ultrapasso desafios, ele afasta meu medo.

Não sou de sentimento arisco, sou de solidez.

O beija-flor é lindo nos jardins, mas saltitar aqui e acolá não me satisfaz. É pequeno demais para um sentimento tão lindo, profundo.

Rosélia Bezerra, 66 anos, ES, Brasil

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

Publicado aqui: https://perolasespirituais3.blogspot.com/2022/01/por-amor-eu-me-arrisco.html

Desafio nº 262

As palavras com sons iguais fascinam, por isso, 

vamos escrever o nosso texto partindo destas 4:


isco – risco – arisco – arrisco 

 

Podem juntar outras, claro, só estas são obrigatórias. 

 


Eu arrisquei assim:

Não arrisco. Deixaram aquela caixa em cima da tábua para me desafiar, qual isco inocente. Mas eu sei quem ali o deixou, e cair nas suas garras seria bem pior do que correr o risco de ser rejeitado pelos meus colegas de infortúnio. Se não me quisessem aqui, estaria perdido. Vou fingir que não reparei. Bem sei que, arisco como sou, levanto alguma polémica, mas, diacho!, sou um gato preto, isso também conta. 

Margarida Fonseca Santos, 61 anos, Lisboa

Desafio nº 262 – isco, risco, arisco, arrisco

18/01/22

3ºA, da E.B. da Ermida – desafio 260

Rosa vive no Porto e o seu namorado em Roma. Eles sentem muito amor um pelo outro.

No Dia dos Namorados, combinaram jantar por videoconferência. Quando chegou o dia, sentaram-se à mesa com o computador em frente. Jantaram o mesmo: sopa, Massa à Bolonhesa e para sobremesa uma pera. Conversaram, riram, choraram, viram um filme... Depois ele pediu-lhe para ela abrir o WhatsApp. Quando ela abriu, viu um poema e uma rosa virtual.  Ela adorou muito!

3ºA, da E.B. da Ermida, S. Mamede de Infesta, Matosinhos, prof Joana Tavares

Desafio nº 260 – letras de PROMESSAS

Carolina F – desafio 261

– Nem vais acreditar!

– O quê?

– Encontrei uma coisa incrível enquanto estava à conversa com a Luísa.

– Há conversas que me chateiam… Cuidado com o que dizes!

– Descobri que há audições para um musical do outro lado da rua.

– Ah, conversa! Continua!

– Amanhã às dezasseis horas. Porquê, queres ir?

– Claro, porque não?!

– Nada, nada…

– Ok. Agora tenho de ir. Tchau!

– Tchau!

No dia seguinte, ambas conseguiram o papel. A peça era “Lago dos Cisnes” e, juntas, elas arrasaram.

Carolina F, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Desafio nº 261 – 3 hipóteses de conversa

Lara G – desafio 261

Há conversas muito importantes e decisivas, como aquela que ouvi sobre a compra de uma nova casa. O meu pai esteve à conversa com o senhor Carlos, um vendedor imobiliário. Estes vendedores prometem muitas coisas, mas quando chega a hora da verdade, “ah conversa”! Nem sempre cumprem o que dizem e só querem ganhar dinheiro. É disso que vivem, mas podiam ser verdadeiros com os clientes. Não devem ser todos assim. De certeza que há vendedores honestos!

Lara G, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Desafio nº 261 – 3 hipóteses de conversa

Rafael C – desafio 261

Ontem à tarde, no jardim, estavam o João e a Maria, à conversa.

João (questionando) – Ó Maria, vamos à missa?

Maria (receosa) – Acho melhor não… lá há muita conversa!

João (nos seus pensamentos) – Sim, sim…

Maria (pasmada) – A sério?! 

Maria (irritada) – Estás a ouvir-me?!

João (acordando para a vida) – Estou…

Maria (aborrecida) – A nossa conversa...

João (espantado) – Ah!, conversa! Então… vamos voltar para casa.        

Maria (a acalmar-se) – É melhor…

Foram então para casa relaxar, para não desconversar.

Rafael C, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Desafio nº 261 – 3 hipóteses de conversa

Simão M – desafio 261

Na minha turma há conversa, muita conversa. Os nossos professores dizem-nos para pararmos de falar, mas nós nunca paramos.

Mas um dia, na aula com a diretora de turma, estava tudo à conversa para o lado. E a professora já farta, disse:

– Ah, conversa!... Sabem, eu não queria isto, mas os professores, já estão fartos. Quem falar perde um minuto de intervalo.

A turma ficou espantada. A partir daí mais ninguém falou.

Definitivamente, a nossa turma aprendeu.

Simão M, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Desafio nº 261 – 3 hipóteses de conversa

Diogo S – desafio 261

Na turma do 6ºC os alunos são muito empenhados, mas têm um problema: quando se distraem, as suas línguas começam a dar à conversa e é preciso Deus para os salvar.

Todos os professores se queixam que há conversa a mais, mas são quase sempre os mesmos a falar muito e a tentar pôr uns travões na língua.

Ah, conversa! Conversa é o que não falta a esta turma, mas é uma turma que se esforça muito.

Diogo S, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Desafio nº 261 – 3 hipóteses de conversa

Sara A – desafio 261

Querido diário,

Hoje a minha turma estava difícil de aguentar com tanto barulho, naquela sala há muita conversa e é complicado ficarmos atentos e aprender.

A professora de Português apanhou em flagrante dois colegas meus que estavam à conversa e ainda por cima estão mesmo à minha beira. É difícil de os aguentar e às vezes dá vontade de fechar-lhes a boca com uma chave e nunca mais a abrir.

A professora até disse: – Ah, conversa!

Enfim...

Sara A, 6ºC, Escola Dr. Costa Matos, Gaia, prof Cristina Félix

Desafio nº 261 – 3 hipóteses de conversa