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01/01/20

Ana Maria Monteiro ― desafio 161


Tenho fome, tanta que sinto o estômago dar horas, a TRIPA dá voltas que gritam qual FAGOTE desafinado em orquestra velha que, sem RUMO, arrasta o seu MOFO pelo CHÃO envelhecido deste VÍCIO TÓXICO de procurar um rumo que não vislumbra. Quero comer; CEREAL, AZEITE, o que seja.
Uma MOSCA pousa-me no BONÉ, VELHO como eu. Parece PRATICAR uma estranha dança, talvez de acasalamento. Se tivesse uma FISGA… Se tivesse uma FISGA seria de novo menino. Alucinações...
Ana Maria Monteiro, 59 anos, Braga
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

20/10/19

Maria João Cortês ― desafio 161


Lá estava o VELHO sentado no CHÃO a tocar FAGOTE. BONÉ às três pancadas e casaco a cheirar a MOFO, passava o dia a PRATICAR como um VÍCIO TÓXICO difícil de largar. Nem uma MOSCA pousada no nariz o fazia perder o RUMO.
Os miúdos da aldeia desafiavam-no à TRIPA forra e algum mais atrevido, tentava atingi-lo com a FISGA. Outros havia a oferecer-lhe uma garrafa de AZEITE ou um pãozinho de CEREAL para entreter a fome.
Maria João Cortês, 76 anos, Lisboa
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

15/10/19

Fernando Morgado ― desafio 161


O velho parecia uma fisga a caminhar sem rumo no chão peregrino dos seus desmandos. Sem nunca largar o fagote, vício que o acalmava, nem o boné a cheirar a mofo, talvez do sebo já tóxico da sua cabeça careca, cabeça de mosca, como diziam, lá ia ele aldeia afora roubar cereal e azeite em casas alheias. Não era homem de boas práticas, só gostava de praticar a maldade.
Dizia chamar-se João Tripa, e mais nada dizia!
Fernando Morgado, 64 anos, Porto
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

28/04/19

Pedro A ― desafio 161

O João toca fagote, mesmo sendo velho. Em cada café que toca usa um boné, mesmo a cheirar a mofo.
Ele toca nos cafés para comer chouriço, apesar de saber que é feito de tripas. Ele tem o vício de bater com o pé no chão enquanto toca.
O João agora pratica fisga, tem um frasco de azeite do avô, deve estar tóxico, e odeia moscas. Ele segue rumo a dar concertos, come cereais e não chouriço.
Pedro A, 13 anos, Almada, prof Guilherme Correia
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

10/03/19

Carla Silva ― desafio 161


O tio
Ao primeiro acorde do velho fagote sentiu os cereais darem volta às tripas.
O tio, apesar de reformado, continuava a praticar sentado no chão da sala iluminado por uma candeia a azeite.
Talvez fosse disso o cheiro a mofo que lhe parecia tóxico, mas talvez fosse isso que afastava as moscas daquela divisão.
Agarrando o boné deixou o tio entregue ao vício e saiu sem rumo.
Só faltava a fisga para ser novamente o garoto doutros tempos.
Carla Silva, 45 anos,  Barbacena, Elvas
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

07/03/19

Cristina Lameiras ― desafio 161


Irreal
Felisberto, rosto enrugado, boné velho, limpava o chão outrora imaculado.
Com um fôlego praticava exercício, limpava sinistramente as tripas, moscas e tudo o que cheirasse a mofo.
Não acreditava em coincidências nem maldições, iria empurrar o vicio tóxico para debaixo do chuveiro.
Nessa noite de liberdade ou loucura iria com a sua fisga empurrar o guizo ou o fagote, aparecer no concerto.
Seguidamente, rumava para uma oliveira bebericando uma mistela discreta de gengibre, beterraba, azeite e cereais.
Cristina Lameiras, 53 anos, Casal Cambra
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

23/02/19

Helena Rosinha ― desafio 164

― Maneeeta!
“Ainda lhes vou aos fagotes…”
Mas o vício dos passarinhos impunha-se sobremaneira e o bando marchava, bonés à rufia, fisgas aprontadas; quando a caça abundava, comia-se à tripa-forra ― safavam-se das papas de cereais como de lixo tóxico.
A mão imobilizada nunca impediu Ezequiel de praticar a arte, iniciada no velho casebre, recheado de mofo e moscas, junto ao lagar de azeite.
Homens feitos, deixaram a aldeia. Ezequiel ficou, só, sem rumo.
Encontraram-no hoje caído no chão.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

19/02/19

Ana Francisca M ― desafio 161


A Maria decidiu praticar para um concurso culinário, pois tinha como vício cozinhar.
Refogou tripas em azeite com cereais. Tinham um cheiro tão tóxico que até afugentavam as moscas.
Entretanto, o filho, brincando com uma fisga, partiu um vidro do sótão. Ela foi ver o estado da janela e encontrou o seu velho boné. Cheirava muito a mofo… Ao descer as escadas, tropeçou no fagote que estava no chão.
As tripas queimaram… acabou-se o rumo de cozinheira.
Ana Francisca M, 12 anos, Colégio Paulo VI (Gondomar),  Prof. Raquel Almeida da Silva 
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

04/02/19

Eliana Gaspar Rico ― desafio 161

Que desfio este!
Está-me a dar a volta à tripa de tanto praticar sem discernir rumo!!
Como juntar na mesma história cereal e tóxico??!! Talvez pelo açúcar em excesso… ok, resolvido!
Velho, boné, mofo e fisga despacham-se com uma só frase!
A mosca chateia, mas consegue-se encaixar... talvez morta no chão ou pousada num prato com restos de migas de azeite, depois vê-se.
Falta-me vício e fagote... outro problema!
Estou sem ideias... alguém me ajuda, por favor?
Eliana Gaspar Rico, 52 anos, Porto
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

02/02/19

Luana A ― desafio 161


Joana tem um coração de pedra. Cada vez que olha para a nuvem lembra-se de todos os momentos que já se passou há muito tempo, atrás. Quando vai à terra lembra-se de todas as desilusões. Quando, vai para casa senta-se no sofá frente à lenha que arde e queima as lembranças. Lembra-se de todas as memórias perdidas que passaram pela sua vida. Uma dor muito forte e ardente. Ela não aguentava. Decidiu vingar-se contra sua grande dor!
Luana A., 6º A – CPL /CED Nuno Álvares Pereira – Profª Teresa Monteiro
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

Carolina S ― desafio 161

Elsa tinha o velho vício de dormir até tarde. Era preciso fazer das tripas coração para a acordar. Se não fosse uma chávena de leite e cereais com quantidades tóxicas de chocolate e uma boa fatia de pão com azeite, ela iria ficar com a mosca o resto do dia.
Tinha mesmo de praticar. Então, pegou no seu boné e rumou à cave, embora cheirasse a mofo, e fisgou logo que o seu fagote estava no chão.
Carolina S, 12 anos, Gondomar, Colégio Paulo VI, prof Raquel Almeida da Silva
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

30/01/19

Maria do Céu Ferreira ― desafio 161


Fagote
Da infância conturbada
De Agostinho José,
Restava mágoa passada
E aquele velho boné.

A avó que o criara
Fez das tripas coração,
Vendo rumo que levara,
Acabando na prisão.

O consumo de Heroína,
Vício tóxico demais,
Fê-lo roubar gente fina,
Deixando fisga e pardais.

Deixou campos, cereais,
Lagares de azeite da avó,
E passou muitos Natais
Em chão de mofo e dó.

Praticando roubo forte,
Comendo moscas e pão,
Tocava agora fagote!...
Essa mesma multidão
Dar-lhe-ia salvação?!...
Maria do Céu Ferreira, 63 anos, Amarante
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

25/01/19

Celeste Silva ― desafio 161


Lá longe, nas “Cortes do Mofo”
Rumo ao lagar de azeite,
Vive o velhinho Tripa
Que toca fagote para seu deleite!
Seu vício musical
Faz o cereal bailar
Acalmando afinal,
Aqueles que o escutam a praticar.
 
Mas, com suaves pezinhos de lã,
Surge o malandro do João
Ripa o boné ao velho
Deixa-o cair no chão.
Rapidamente, Tripa fisga o boné do chão
E, com sua mão tosca
Mata a tóxica mosca
Atingindo a cabeça do João!...
Celeste Silva, 55 anos, Gondomar
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

Natércia Tomás ― desafio 161

Enterrando até às orelhas o velho boné às riscas, tão sebento e cheirando tanto a mofo, Samuel atento, pousou silencioso o fagote na mesa e apontou cautelosamente a fisga em direção à mosca solitária que teimava em pousar no saco de cereal que abandonara no chão. Errou o alvo. Ficou muito desanimado e perdeu o rumo: tinha que praticar. Abusara do azeite ao almoço, esse vício tóxico que lhe dava volta à tripa e o deixava enjoado.
Natércia Tomás, 65 anos, Caldas da Rainha
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

23/01/19

Natalina Marques ― desafio 161


Levava ao moinho o CEREAL, de caminho passaria pelo lagar do AZEITE.
Nesse dia estava com a MOSCA, fazia das TRIPAS coração, para não levar a FISGA.
Deveria ter os pés bem assentes no CHÃO.
À noite  regressou ao VELHO casebre que cheirava a MOFO e atirou com o BONÉ.
Lembrou-se do avô, do TÓXICO  VÍCIO de tocar FAGOTE nos bailaricos da aldeia
Foi PRATICAR, achando que  ganharia uns trocos, se RUMASSE com ele  para a cidade.
Natalina Marques, 59 anos, Palmela
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

Carlos Rodrigues ― desafio 161

Apareceu com o velho boné para ensaiar na banda onde tocava fagote. Tinha o vicio de praticar e usava um espaço da casa, onde guardavam o azeite e os cereais, para treinar. Pena que cheirasse a mofo, parecia um cheiro tóxico entranhado no chão, mas ele já estava habituado.
Hoje teve a visita do neto que trazia a fisga para matar as moscas que ali abundavam. Miúdo de tripa sensível, tinha um rumo na vida. Ser músico.
Carlos Rodrigues, 59 anos, Lisboa
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

22/01/19

Susana Dias ― desafio 161


Naquele dia fiquei sem chão.
Estava a praticar com a fisga, e até o velho boné me caiu.
Fiquei sem rumo, quando olhei para o meu relógio...
Corri tanto para chegar a tempo ao meu vício, as aulas de fagote!
Chegado lá, nem mosca vi. O local cheirava a mofo e a detergente tóxico. Mal se respirava.
Senti a tripa enjoada e saí a correr.
Aproveitei o meu tempo e fui à mercearia comprar azeite e cereal.
Susana Dias, 42 anos, Caldas da Rainha
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

Graça Pinto ― desafio 161


André rumou ao monte onde o avô tinha um lagar de azeite. Desde que este falecera, jamais visitara aquele lugar de infância. Ao chegar ficou sem chão. A casa cheirava a mofo, uma mosca zunia prisioneira. No sótão, boné e fisga, responsáveis de ralhetes, vicio de apanhar passarinhos. Na parede o velho fagote, que o avô em notas tóxicas teimava praticar. Entardecera! Suas tripas reclamaram. No armário, nada!  Apenas uma lata de cereal. Saíu até à vila.
Graça Pinto, 60 anos, Almda
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

Zelinda Baião ― desafio 161


A cidade pululava. Zunia, como moscas, ébria. E ignorava-o. Um chão era tudo o que tinha. Isso, uma manta, em fiapos, cheiro a mofo e azeite e o velho boné que repousavam ao lado da caixa de cereais. De dia vagueava, o rumo incerto. O ar, tóxico, uma agonia. À noite, insone, via-se, miúdo, uma fisga numa mão, na outra o fagote. Para praticar. Imposição paterna. Depois, adulto, gozara à tripa – forra. E acabara ali. Maldito vício!
Zelinda Baião, 55 anos, Linda-a-Velha
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga

Maria Loureiro ― desafio 161


Sentado no chão, boné estendido, roupas com cheiro a mofo, entrega-se à caridade alheia. O desemprego, o vício tóxico do álcool, a autocomiseração, tornaram-no um velho desamparado. Ouvi-lo falar é uma lição. Menino trabalhou no campo, exímio na fisgaafugentava os pardais do cereal. Com o pai, homem sempre pronto a ir aos fagotes, produzia azeite muito procurado. Rumou a norte. Apesar das tripas revoltas, tornou-se embarcadiço. Da prática da pesca, lembra-se das moscas. Nunca diz porquê.
Maria Loureiro, 64 anos, Lisboa
Desafio nº 161 – 14 palavras com fisga