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11/03/20

Andrea Ramos ― desafio 178

Da mãe, a quarta vez que ouvia aquilo. Do pai, a mesma lengalenga.
Farto de sermões, ele preferia viver a vida à sua maneira! Imerso nas drogas, um futuro desolador o esperava.
Um dia encontram-no caído… ele até esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la.
As lágrimas substituíram as palavras.
Sem forças, ainda consegue abrir a mão e entregar um papel ao pai.
O pai guardou rapidamente o papel no bolso. Cada segundo era agora mais importante.
Andrea Ramos, 43 anos, Torres Vedras
Desafio nº 178 ― 3 frases para usar no texto

09/03/20

Maria João Cortês ― desafio 178


Contou pelos dedos. Era a quarta vez que ouvia aquilo, mas fez de conta.  Esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la. Achou que não valia a pena. Para quê? Depois de ter encontrado o papel, o seu mundo desmoronou. Estava ali escrito, tudo o que mais temia.
Não, não podia continuar assim. Fez as malas, guardou rapidamente o papel no bolso e abalou para nunca mais voltar.
Tinha apostado naquilo toda a sua vida. Em vão.
Maria João Cortês, 77 anos, Lisboa
Desafio nº 178 ― 3 frases para usar no texto

20/01/20

Marta Rodrigues ― desafio 178


― Vai lá!
Era a quarta vez que ouvia aquilo. Os amigos tentavam encorajá-lo, mas ele chegava lá e sorria. Era agora, tinha de ser agora! Aproximou-se dela… esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la. “Gosto de ti”, pensou, mas não disse ficou mudo.
Achou melhor escrever. “Gosto de ti. Gostas de mim? Sim ou Não?” Bastava dar-lhe o papel! Ela apareceu e... Coitado! Não conseguiu. Guardou rapidamente o papel no bolso.
“Amanhã tento outra vez”, pensou.
Marta Rodrigues, 21 anos, Albufeira 
Desafio nº 178 ― 3 frases para usar no texto

12/11/19

Ana Sofia N ― desafio 178

Era uma manhã linda, mas Amanda nem teve tempo para apreciá-la. Estava atrasada, hoje iria conhecer os seus novos pais adotivos. Chegando lá, Geovana, a diretora do orfanato, disse-lhe:
― Estás muito desleixada.
Era a quarta vez que ouvia aquilo. Mas não ligou e entrou na casa, nem sabia o que dizer. Esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la. Deu-lhe uma última olhada. Guardou rapidamente o papel no bolso. Olhou-os nos olhos.
Ali nascia uma família feliz!
Ana Sofia N, 8ºH, Biblioteca da ES da Gafanha da Nazaré, prof Maria da Piedade Gomes
Desafio nº 178 ― 3 frases para usar no texto

10/11/19

Sofia ― desafio 178


O feiticeiro começou a falar nos problemas em que se tinha envolvido. Era a quarta vez que ouvia aquilo.
Já estava farta disto. Fui embora da caverna com a poção no bolso, chateada comigo própria.
Lembro-me do que a madrinha disse antes de vir á caverna. Falou comigo, olhou para um papel e depois guardou rapidamente o papel no bolso
E depois na rua vou contra um homem. Ele esboçou uma frase mas não chegou a dizê-la.
Sofia, 11 anos, AE Pinheiro e Rosa – Escola José Neves Júnior, Faro, prof Maria Manuel Patrício
Desafio nº 178 ― 3 frases para usar no texto

01/10/19

Carla Silva ― desafio 178


Ana
Ao ouvir os passos aproximarem-se depressa guardou rapidamente o papel no bolso
― Ainda bem que reconsideraste. Aquela rapariga...
― Não é flor que se cheire. 
Tomé terminou a frase pela tia, era a quarta vez que ouvia aquilo
Sabia que Ana lhe recordava a mãe dele que há muito tempo fugira deixando-a com o sobrinho bebé.
Mas Ana não era a sua mãe! Esboçou uma frase mas não chegou a dizê-la.
O tempo iria provar-lhe que estava errada.
Carla Silva, 45 anos, Barbacena, Elvas
Desafio nº 178 ― 3 frases para usar no texto

16/07/19

Zelinda Baião ― desafio 178

Aquela sala era perfeita: disposta em U permitia observá-la melhor. Os olhos, cor de mel, luzidios, num rosto de boneca, enfeitiçavam-no. O cabelo, preso numa longa trança, que ela atirava para trás, num gesto estudado, entontecia-o. Em rabiscos, o coração dos dois unia-se para além daquele espaço. Não se concentrava. Irada, a professora admoestou-o. Era a quarta vez que ouvia aquiloAinda esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la. Corado, guardou rapidamente o papel no bolso.
Zelinda Baião, 55 anos, Linda-a-Velha
Desafio nº 178 ― 3 frases para usar no texto

15/07/19

Margarida Leite ― desafio 178


Festa na aldeia
No Verão, vinha para a aldeia. Tinha 83 anos, apreciava o campo, e o silêncio enquanto lia Cervantes.
Hoje é a festa do santo padroeiro. Era a quarta vez que ouvia aquilo no altifalante: uma pimbalhada ensurdecedora. Se fosse música! Esboçou uma frase mas não chegou a dizê-la. Evitava pecar.
O número de telefone do pároco? Viu-o, mas guardou rapidamente o papel no bolso. Não queria ofender o Santo, afinal já a tinha acudido em algumas aflições.
Margarida Leite, 50 anos, Cucujães
Desafio nº 178 ― 3 frases para usar no texto

Mariete Silva ― desafio 178


Inês
Naquela manhã, o pai sorrateiramente vinha do sótão, espaço nunca utilizado.
A família saiu.
Inês estava de férias, subiu, pensou fazer um esboço, reorganizá-lo, surpreendê-los! 
Paralisou! Sótão transformado num estúdio?
Era a quarta vez que ouvia aquilo – tocava a campainha?
Corre, abre a porta, esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la.
O pai carregava um Alaúde, instrumento musical que Inês estudava. Guardou rapidamente o papel no bolso.
Sonhava integrar uma orquestra, com persistência chegaria lá. Sorriu!   
Mariete Silva, 64 anos, Beja
Desafio nº 178 ― 3 frases para usar no texto

Isabel Lopo ― desafio 178


Finalmente a promoção! Surpreenderia a Mulher que tanto se queixava chamando-lhe “manga de alpaca”!
Juntara às flores um cartão prometendo-lhe uma viagem “de sonho”. Mas mal chegou arrependeu-se... ”Flores para quê, manga de alpaca?”
Era a quarta vez que lhe dizia aquilo. Ainda esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la... Guardou rapidamente o papel no bolso. Só de manhã ela o encontrou. Era tarde! As flores jaziam no lixo e Ele sumira rumo a outra vida...
Isabel Lopo, Algarve
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13/07/19

Helena Rosinha ― desafio 178

Era a quarta vez que ouvia aquilo. A surdina inicial transformou-se num tropel diabólico. Tapava os ouvidos, mas em vão; sons inexplicáveis vociferavam dentro de si quais fantasmas assenhoreando-se da fortaleza. Esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la. O descontrolo impedia-lhe a fala.  Rabiscou umas palavras sem nexo. Novamente brados insistentes a pressioná-lo. Guardou rapidamente  o papel no bolso. Sair, mudar de vida era o que precisava. Abriu a janela e apanhou a nuvem que passava.
Helena Rosinha, 66 anos, Vila Franca de Xira.
Desafio nº 178  3 frases para usar no texto

Theo De Bakkere ― desafio 178


A cábula
A professora escrevera no quadro “sua prova será suspensa se usar auxiliares de memória ou o sopro do Santo Espírito de orelha”. Ainda esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la porque o diretor entrava na sala.
O João estava muito nervoso, era a quarta vez que ouvia aquilo, o aviso, agora repetido pelo diretor. A cábula estivera quase na mão quando observou outra frase. “Confie em si mesmo”. O João guardou rapidamente o papel no bolso.
Theo De Bakkere, 67anos, Antuérpia Bélgica
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Luz Câmara ― desafio 178


Um suavíssimo cântico envolveu-o, resgatando-o dos mais profundos pensamentos. Aquela música, que passava sem cessar ― era a quarta vez que ouvia aquilo ― despertava-lhe as mesmas emoções de quando a escutara pela primeira vez. Emoções de um amor tímido, envergonhado, manietado na vontade e o impedia de se declarar: ainda esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la.
Por escrito seria mais fácil, pensou, mas mal a viu, guardou rapidamente o papel no bolso e, de novo, silenciou-se. 
Luz Câmara, 58 anos, Coimbra
Desafio nº 178 ― 3 frases para usar no texto

11/07/19

Natalina Marques ― desafio 178

― Não achas que estás a ser repetitivo?
― Não. Nunca ouves o que te digo. 
ESBOÇOU UMA FRASE, MAS NÃO CHEGOU A DIZÊ-LA.
Sabia que o pai tinha razão. ERA A QUARTA VEZ QUE OUVIA AQUILO.
Continuava sem lhe dar uma explicação sobre o desaparecimento das notas.
― Está bem, pai, eu conto a verdade, o Piruças arrancou-me o papel da mão quando cheguei da escola, e nunca mais o vi.
GUARDOU RAPIDAMENTE O PAPEL NO BOLSO.
Tê-lo-ia enganado?
Natalina Marques, 60 anos, Palmela
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Graça Pinto ― desafio 178


Os dias repetiam-se, sucediam-se iguais, indiferentes ao movimento de rotação da terra. Tudo lhe parecia igual, mas naquele dia era a quarta vez que ouvia aquilo. Como um sussurro, um segredo. Não conseguia precisar se seriam verdadeiras as palavras que ouvira? Tentou escrever para não esquecer pormenores, de repente olhou o seu reflexo no espelho: Viu então a realidade!... esboçou uma frase mas, não chegou a dizê-la, guardou rapidamente o papel no bolso. Estava mesmo a acontecer...
Graça Pinto, 60 anos, Almada
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Odília Baleiro ― desafio 178


O outro lado do mundo
De tempos a tempos rumava para o outro lado do mundo, sem perceber como isso pode acontecer na sua vida. Filha de uma pequena aldeia no Alentejo, onde o horizonte era o limite, era a quarta vez que ouvia aquilo. Porque vais atravessar o planeta? Família, filhos, netos... outras gentes. Esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la. Não valia a pena responder e guardou rapidamente o papel no bolso. Era o bilhete. Ia partir de novo.
Odília Baleiro, 64 anos, Gold Coast, Austrália 
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Maria Silvéria dos Mártires ― desafio 178


Cruzes canhoto
Por mais voltas que desse, o dia parecia não querer correr de feição pois no espaço de pouco tempo era a quarta vez que ouvia aquilo:
Atenção tens de fazer isto e aquilo.
Cruzes canhoto, lá vinha ele, mas desta vez esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la.
Pareceu adivinhar que eu lhe ia mandar dar uma volta ao bilhar grande.
Guardou rapidamente o papel no bolso.
Desapareceu e o dia a partir daí tornou-se maravilhoso.
Maria Silvéria dos Mártires, 72 anos Lisboa
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Filomena Galvão ― desafio 178


Já não suportava tamanha afronta. Que tortura!
Era a quarta vez que ouvia aquilo. A mãe, o irmão, a avó e a prima. Parecia que tinham combinado implicar com ela. Fez uma lista. Guardou rapidamente o papel no bolso.
Primeira decisão: iria pintar o cabelo de azul e cortá-lo-ia bem curto. No salão estranharam e perguntaram-lhe se tinha a certeza.
Esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la. Engoliu uma lágrima. Olhou-se no espelho e acenou afirmativamente. 
Filomena Galvão, 58 anos, Corroios
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10/07/19

Chica ― desafio 178


Já não mais aguentava ouvir noticiários. Eram mentiras descaradas, deslavadas e incomodativas. Atentou ao fato que no mínimo era a quarta vez que ouvia aquilo.
Falavam em mudanças e faziam exatamente os mesmos toma lá, dá cá, que os anteriores.
Esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la.
Ficou apenas para ela, mas sentiu vontade de escrevê-la.
Nessa hora, chega o netinho sorridente querendo brincar.
Guardou rapidamente o papel no bolso. Atendeu o pedido alegre e amorosamente.
Chica, 70 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
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Roselia Bezerra ― desafio 178


Pensou em evangelizar, com cautela, rezou com paz.
Já lhe havia dito antes de forma diferente a mesma coisa.
Era uma mulher independente a amiga.
Aliás, era a quarta vez que ouvia aquilo da mulher e aconselhava que orasse e confiasse mais.
Entretanto, parecia irredutível na decisão.
Desta vez, esboçou uma frase, mas não chegou a dizê-la.
Respirou firme. Érika não ouvia ninguém.
Guardou rapidamente o papel no bolso e a entregou a Deus.
Ele é Fiel!
Roselia Bezerra, 64 anos, ES, Brasil


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